Aspirina Light

Lux Frágil - Agoria, The Green Armchair

December 12th, 2006 · 1 Comment

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Lux Frágil -  Dia 14 de Dezembro ás 23 Horas

Sebastien Devaud aka Agoria é, ao lado de Vitalic e The Hacker, um dos mais respeitados nomes da actual cena techno francesa.
Com uma educação onde a música esteve sempre presente, tal como a sua vontade de a partilhar, não foi de estranhar que ao se envolver com as sonoridades techno, com pouco mais de 20 anos (meados de 90) tocasse ao lado de nomes como Richie Hawtin, Dj Hell, ou Christian Vogel em clubes e festivais na Europa.
Como dj foi-se tornando uma figura de destaque no panorama internacional, mas a sua ambição e criatividade conduzem-no à produção e, 5 anos após o inicio desse processo, vê-se coroado “príncipe do techno francês” quando, em 2005, é editado o seu 1º Lp/Cd “Blossom”. Temas como “Sky is Clear” ou “Spinach Girl” foram dançado em clubes de todo o mundo e “11éme Marche” tornou-se o hino de um techno renovado pela genialidade deste gaulês.
«The Green Armchair» álbum editado em Outubro deste ano e que conta com as participações vocais de Peter Murphy, Princess Superstar e Neneh Cherry, vê “Code 1026″, primeiro tema tornado single, fazer parte das escolhas Laurent Garnier, Félix da Housecat, Tiga, Hell ou James Holden nos seus sets.

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  • 1 ricky // Aug 31, 2007 at 2:29 pm

    O Frágil desde o seu início e ainda no Bairro Alto procurou sempre quase obsessivamente a modernidade, quer do ponto de vista estético e aqui seria mais correcto dizer pós-modernidade, quer do ponto de vista de modernidade social, ao acolher e deixar franquear a sua porta e cortinado de veludo, um conjunto de pessoas muito variado e urbano , o que o tornava uma ilha no marasmo provinciano da Lisboa dos anos 80 e 90.Com o final dos anos 90, O Frágil cresceu, passou a fase da adolescência e tornou-se o Lux Frágil. O rapaz ou rapariga, antes irreverente, aburguesou-se conservando no entanto o gosto e rigor estético quase maníaco pelo novo e supostamente contemporâneo. No entanto se esse rapaz ou rapariga, manteve a sua casa decorada de acordo com as tendências do design mais actuais, facto permitido pela sua conta bancária agora bem mais gorda, a sua forma cosmopolita de ver o mundo e de viver, aburguesou-se, aportuguesou-se e perdeu o sentido e noção de contemporaneidade e que sempre a tinham caracterizado e esteve na génese do seu nascimento, crescimento e construção de identidade.Em termos sociológicos podemos afirmar que o final dos anos 90 e início do século foi caracterizado pela assunção dos princípios de modernidade iniciados no início do sec. XX, ganhando um século depois novas causas resolvendo dilemas antigos. O individualismo associado ao consumismo e procura do prazer dos dias de hoje, são hoje assumidos sem preconceitos como o motor das novas conquistas sociais, bem como enquadradoras de todos as expressão a que poderemos chamar de actuais, novas, modernas, vanguardista ou pós modernas, sejam elas no campo das artes, da politica, da sociologia e consequentemente do mercado de consumo.A conquista de direitos de cidadania e visibilidade dos diferentes grupos que se podem englobar naquilo a que se chama LGBT (lésbicas, gay, bissexuais e trangenders) é um dos exemplos mais visíveis e quase paradigmáticos do individualismo das sociedades actuais, e por isso fazem parte das agendas de pensamento dos grupos que se preocupam em pensar novas coisas adoptem elas quer uma postura de ruptura, quer uma postura de continuidade com o passado.Hoje não existe em nenhuma parte do mundo nenhum “GRANDE CLUBE”, que, mesmo tendo uma clientela maioritariamente heterossexual, não dedique 3 ou 4 grandes eventos ao publico gay e isto de forma assumida e sem qualquer tipo de preconceitos, porque “pensar” que a politica de uma casa nada tem a ver com a orientação sexual dos seus clientes, não é mais do que um esquema primário de homofobia. Não falar assumidamente das coisas é nega-las e por isso negar-lhes direito a uma existência idêntica ao que não nos negamos a falar.O Lux Frágil, foi no seu início frequentado por um conjunto variado de pessoas, entre as quais havia como em toda a parte, pessoas com diferentes orientações sexuais, mas hoje o Lux Frágil é um espaço em que se respira uma atmosfera que grita bem alto que os gay não são bem vindos. Porque é que isto acontece? No Lux Frágil perguntam às pessoas à entrada a sua orientação sexual ? Não, não perguntam. No Lux Frágil não há homossexuais? No Lux rágil, tal como em todos os locais, há homossexuais, bissexuais e heterossexuais. Então porque é que o Lux Frágil não é sentido como gay friendly pelos gays, sejam eles portugueses sejam estrangeiros? Porque o Lux Frágil, ao não dar espaço de visibilidade aos gay, em relação de pura igualdade à visibilidade que dá aos heterossexuais ou homossexuais que não se assumem enquanto gays (sim falo daqueles que têm sexo com pessoas do mesmo sexo, mas que socialmente juram se o tiverem que fazer, que jamais o tiveram), afasta um conjunto de pessoas que hoje simplesmente se recusa a ser discriminado, porque a invisibilidade é uma das maiores formas de dizer ao outro que a sua identidade não tem direito de existência, a não ser, .que assobie para o ar e se comporte pelos padrões da identidade dos outros e que é a que socialmente é tomada enquanto padrão e modelo.Não sei se por isso, mas hoje cada vez que penso no Lux frágil, vem-me à cabeça a imagem de um senhor, afectado, gestos femininos, enrugado e com muito pó de arroz. Bem, para não ser completamente mau e sectário, também me vem à cabeça a imagem de uma cinquentona, bem nutrita e enfiada á força em roupas de design que mesmo sendo da última colecção parecem fazer parte do seu quarta roupa á 3000 000 anos.Bom, é verdade que ainda nem há duas semanas estive no space em Ibiza e acabo de chegar de Londres. Afinal o Lux Frágil é só um bar clube em Portugal ali para os lados de Santa Apolónia.

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