
A fotografia só seria reconhecida por poucos, o nome por alguns, mas as criações deste senhor fazem parte de um fenómeno à escala global, com contribuições que estão hoje cravadas na cultura popular.
Juntamente com William Hanna, Joe Barbera criou algumas das personagens mais marcantes da nossa infância. Da nossa e dos nossos pais, e também dos nossos filhos, arrisco dizer, que serão também as personagens dos filhos dos filhos, e ainda bem, Tom and Jerry, Scooby-Doo os Jetsons e os Flinstones têm de fazer parte do imaginário das crianças, de hoje, ontem e de amanhã.
Faleceu esta noite em casa terminando assim uma brilhante carreira de setenta anos ligados á animação.
Depois do desaparecimento de William Hana em 2001, a morte de Joe Barbera encerra a era de ouro dos desenhos animados, cinquenta e sete anos após ter começado o que constitui uma sobrevivência notável do estilo e do desenho nos tempos modernos, onde o aspecto gasto da imagem vai conseguindo sobreviver em contextos tão adversos e em convivência notável com o Dragon Ball e hoje, com o Noddy em três dimensões.
Digo que infelizmente será Genndy Tartakovsky, criador do magnifico Dexters Laboratory (que curiosamente teve como tempos de glória os dois anos iniciais de produção na Hanna-Barbera) o único herdeiro dos tratados de animação criados por William Hanna e Joe Barbera, o restante panorama passa pelo computador ou pelo desenho ordinário, que apesar de divertido, é feito para adultos (Family Guy, South Park…).
















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