Porque a época existe e porque de algum modo o espirito ainda resiste, embora pouco ou quase nada me identifique com Este natal, o dos dias de hoje.
A nostalgia de natais passados justifica-se pela beleza do que se passava há não muito tempo, e a questão aqui é que na verdade, passava-se pouco ou nada.
O tempo que ocupamos hoje com 70 canais de cabo e uma velocidade de banda larga em 24 MB, era outrora preenchido pela familia, essa perspectiva profundamente aborrecida que encaramos hoje, fruto desta neuvelle époque onde o fascinio pelo acelerar de velocidades nos leva a parar cada vez menos nos sitios que verdadeiramente interessam, e que, digo eu, daqui a um par de anos, nos levará a questionar seriamente o sentido da obcessão pela vertigem moderna, esse fenómeno estranho que tem tanta pressa em nos levar de Trás-os-Montes até ao Louvre, como da árvore de natal até ao processador.
Hoje tiro férias disto, lá para dia 26 escreverei sobre o depois.
Votos de tempo de qualidade para todos, a felicidade surgirá por acréscimo.
















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