The Prestige é um daqueles filmes que não se dá por ele. As promos chegam meio engavetadas, a estreia não é convenientemente divulgada e o tema também chega repetido, The Illusionist havia-lhe precedido e nesta altura do campeonato a fita cheira sempre a mais do mesmo, uma daquelas repetições que se percebem e aceitam mas das quais se prefere manter quase sempre o investimento na que estreou primeiro. E no caso, pior, The Illusionist é um grande filme, tanto melhor que para o resto não fica nada.
Se a obra de Neil Burger foi uma das grandes revelações de 2006, com Edward Norton e Jessica Biel à cabeça, a pelicula de Christopher Nolan, o senhor de Batman Begins e do extraordinário Memento, bate, aos pontos, a primeira.
The Prestige é bem dirigido, é um filme que consegue ser de época e ser feio e incrivelmente belo a partir desse principio, imagina o quanto se baste, sonha o quanto se quer. É cruel e mexe conosco, é intenso e no final contenta. Roça a violência parva e volta a ser feio tantas vezes quantas um grande realizador consiga manter o nível a oscilar entre o belo e o razoável sendo sempre perfeito.
Hugh Jackman desempenha o melhor papel da sua carreira, Christian Bale comprova mas uma vez que a sua limitada linguagem corporal é facilmente dominada pela intensidade da representação, que não grita, não chora, não se desmancha em gargalhadas e no final é sempre eficiente. Scarlett Johansson é kitch, talvez o que de somenos tem a pelicula, onde David Bowie brilha sem muito aparecer.
Obra a não perder, recomenda-se a sessão da meia-noite, a Tagline é “Are you watching closely?”, a aclamação está entre os 8.1/10 do IMDB e os 73%/100 do RottenTomatoes.com.
Para a Semana fica a recomendação:
Apocalypto, a obra consensual de Mel Gybson sobre a queda do reino Azteca
E Babel, nada consensual, de Alejandro Gonzalez Inarritu
















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