
Há uma estranha desconfiança em torno do trabalho de Greg Kinnear, sobretudo porque na sua carreira se somam papéis de protagonismo duvidoso ou filmes de classificação pouco feliz, e a excepção que confirmou isso mesmo surgiu em “As good as it gets”, depois, pouco mais ficou para a posteridade.
Para lá de todas as brilhantes performances em Little Miss Sunshine, onde Steve Carrel consegue ser gritante e incrivelmente sério e onde Abigail Bresli, com 10 anos, deslumbra por completo e arrecada mesmo a nomeação para melhor actriz secundária, é em Greg Kinnear que se detém o olhar e a atenção. Num papel feito à sua medida, Kinnear personifica o outro lado do sonho americano, aquele que não se concretiza mas que não perde a esperança, que se dedica à exaustão aos seus ideais e no final consegue tirar proveito disso, onde o conceito de “perdedor” se assume e no final, na sua derrota, consegue ser feliz com isso, e nos mostra que é coisa ao alcance de qualquer um, basta para isso ser generoso (e realista) na perspectiva em que nos assumimos como “não-vencedores”, numa acção a bordo de uma mini-van que só pega de empurrão, em que a mãe (Toni Collete) é a figura equilibrada de uma familia acompanhada por um filho em voto de silêncio que odeia os restantes (Paul Dano) e um avô sem tabus viciado em cocaína (Alan Arkin)
É o filme fetiche dos Óscares deste ano, veremos como a inteligência da academia lida com a qualidade da comédia.
Faz 92 em 100% no Rottentomatoes.com
Em estreia nacional está Blood Diamond, a pelicula que colocou finalmente Leo DiCaprio na ementa dos Óscares, tarde, a más horas, e segundo consta, pelos motivos errados.
O filme que se safa com 63 em 100% no Rottentomatoes.com com critica que não vai além da classificação genérica de “Blockbuster”
Fica o Trailer
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1 Bruno Nunes // Mar 21, 2007 at 5:18 pm
O homem no The Matador também tá muito bem.
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