
É de desconfiar quando um realizador entende despejar quilos de informação no inicio de um filme. Regra geral, o método acaba por implicar uma espécie de “vamos lá a despachar isto” e depois assiste-se a um vendaval de emoções que vão, aos poucos, conferindo sentido à informação que se recebe a martelo, podendo a coisa resultar num sucesso tremendo ou numa amálgama resultante da desfuncionalidade na dosagem de pistas e o tempo de concretização.
Smokin Aces começa muito mal, numa confusão de personagens, relações e narração, melhora e muito quando finalmente entra em velocidade de cruzeiro em direcção ao fim, e, é genial, quando acaba. O ritmo frenético com que se desenrolam os ultimos 20 minutos, entre os pisos de um hotel e com um elevador como veículo para a perdição, farão Tarantino piscar o olho ás balas, ás motoserras, à classe de Jeremy Piven e Ray Liotta e ao autêntico deslumbre que é ver Alicia Keys no papel de Bad Girl, e que permite a Joe Carnahan, realizador, continuar nesta perseguição simpática ao próprio Tarantino .
O filme não é propriamente um fan-boy-piece, e apesar da péssima avaliação de 27% no Rottentomatoes.com, saca um satisfatório 6.6 no IMdB
















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