Aspirina Light

Grand Canyon Skywalk

February 27th, 2007 · No Comments

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Das intenções ao projecto foi um pequeno passo.

A ideia surgiu de um executivo de Las Vegas, David Jin, e resumia-se à possibilidade de caminhar sobre o Grand Canyon, ficando em suspenso cerca de 130 metros acima do Colorado River, literalmente suspenso, sobre 10 finos centímetros de vidro.

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Em forma de ferradura, uma magistral plataforma haveria de se projectar 21 metros para fora do penhasco, convidando assim os destemidos ao mais arrojado exercício de contracção abdominal que não se encontra num parque de diversões, e convidando também os menos corajosos a passar um bom bocado a observar a paisagem avermelhada numa pequena cidade temática carregada de alusões aos antigos westerns.

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A ideia não foi consensual entre a tribo Hualapai, sobretudo entre os mais velhos, mas o investimento foi feito, e com a ajuda da Lochsa Engineering entrou finalmente em execução.

Os primeiros esboços eram optimistas relativamente ao desenho da plataforma que dificilmente se poderia desenhar numa base tão elegante, o desenho de estrutura foi moldando as intenções, e chegada a obra podem ver-se finalmente as primeiras imagens deste particular devaneio à Americana.

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O nome será Grand Canyon West, e incluirá agora Hotéis e restaurantes e um campo de golf, tornando as primeiras intenções de “uma pequena cidade temática” infrutíferas face à necessidade de capitalizar o investimento, algo que continua a dividir a opinião dos Hualapai, uma vez que tende a tornar-se num fashion playground, o que poderá afastar o turismo.

É sintomático de como o capital se mantém como o grande controlador das bases em que se desenvolve a arquitectura, uma vez que o equilíbrio entre o skywalk sobre o Grand Canyon e o restante investimento depende sempre da capacidade de investimento. Se por um lado aquele grande U não se pode suportar a si mesmo sem um motivo franco que leve o turista a por ali permanecer, não é menos verdade que para ali chegar, terá de haver um atractivo para além do mero percurso circunscrito.

É um desafio americanizado aquele que se propõe na observação do fenómeno de complementaridade entre o turismo e o lugar, que suplanta o mero desfrute da paisagem para se tornar num exemplo de como o dólar, neste caso, é mais forte do que o exercício da arte propriamente dito, e terá sempre de se situar a montante e a jusante das boas intenções que antecederam o projecto (se é que elas alguma vez existiram).

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via: archidose

 

Tags: Arquitectura

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