Aspirina Light

EBV Arquitectos - Auditorio e Centro de Congresos, Murcia

March 15th, 2007 · 1 Comment

* * * *   1 votes

Sobre as teorias da forma, que são uma espécie de Juiz arbitral que se estabelecem logo a partir da análise de um projecto e que por vezes nos encurtam o discernimento.

Uma ideia diferente com resultado estranho. A ver:

4.jpg

1.jpg

2.jpg

3.jpg

5.jpg

Tradução livre a partir do texto via >> Noticias Arquitectura

O projecto surge como resposta ás características que o lugar oferece. Por um lado a necessidade de relação com o tecido urbano em desenvolvimento, e, por outro, conservar o desenho expressivo da paisagem natural em que se encontra.

Nesta contraposição, o projecto conseguiu definir as tensões que o articulam e que lhe permitem organizar-se como uma resposta coerente ás condicionantes que existem no lugar. Assimilar esta contraposição levou o projecto a encontrar a sua definição especifica, como uma reflexão dialéctica, sóbria e coerente, alternando entre o carácter artificial urbano e o valor intrínseco do orgânico.

Desta forma o projecto aparece como uma massa modelada em função das tensões resultantes da relação entre os espaços que o rodeia. A partir da cidade, reconhece o seu lado urbano; alçados limpos, ordenados e pausados que definem os limites construídos do espaço. A partir do mar, encontra a sua condição especifica para uma busca espacial que procura interpretar aquilo que a paisagem e a geografia vão sugerindo. A partir daqui, formula-se a possibilidade da modelação de acordo com a baía, com amplas superfícies côncavas que estabelecem relações poderosas com a paisagem natural circundante, ancorando-se como uma vela de frente para o mar, modelando-se sobre o perfil incerto da costa que domina, abrindo-se assim sobre o horizonte.

Tags: Arquitectura

1 response so far ↓

Leave a Comment