Archive for April, 2007

This is Internacional Posting! Welcome to the Brown side of Europe…

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O deslumbre de Londres permite pouco ou nenhum acesso à internet. Resultado imediato: o diário de bordo prometido vai ficando pelas boas intenções (e para o tempo que Lisboa acabará por devolver).

O impacto de uma linguagem urbana extraordináriamente menos debutante daquela a que as nossas cidades nos oferecem, leva desde logo a esta nova noção da tectónica Londrina. É castanha. E é belissima.

O suburbio ajuda a montar o estereótipo, na zona alta, em Nothing Hill, impera o branco, puro, de uma construção marcada aveludada pelo toque modernista e a boa educação do cuidado na abordagem à recuperação. Também há abandono, as igrejas sofrem de um envelhecimento crónico, tal como o mobiliário urbano vitima do desgaste diário implicado por 10 milhões de pessoas que ocupam todo o espaço, e ainda assim há espaço. Muito.

Ficam para depois as visitas guiadas, os clichés da Tate, da Serpentine, da Gherky, e por aí…

O aspirina voa, em óptima companhia. Fala-se muito português por aqui.

Herzog & de Meuron – Portsmouth Stadium

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Porque a imagem mediana que os estádios portugueses para o Euro 2004 transmitem continuamente a noção de que se poderiam ter explorado contextos muito particulares ao nível daquilo que um equipamento desportivo com a dimensão de um estádio de futebol provoca no reduto urbano em que se insere, é recorrente observar as sempre magnificas propostas do duo Suíço para edifícios com esta vocação.

Depois do Munich’s Allianz stadium e do futuro Beijing Olympic Stadium, surge agora o projecto para o novo complexo do Portsmouth FC, proposta com um toque no lugar que permite especulação essencial no que ao desenho de uma peça com esta presença na malha urbana em que se insere diz respeito. Os contínuos exercícios de fachada e composição pictórica dão lugar a uma proposta com o impacto ribeirinho do new age urbano, que a julgar pelas imagens se tornará em mais um icone para o portfolio de Herzog e De Meuron.

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O Aspirina Voa…

Ao longo dos próximos 5 dias o aspirina estará em Londres, o que explica em parte a menor publicação, mas que procurarei compensar através daquilo que se convem denominar de: “This is Internacional Posting”. Textos soltos, fotografias avulsas, exposição de ideias simples e outros devaneios, este será o meu personal playground a um nível internacional atentando sempre mais de perto à beleza de Londres e a tudo o que ali exista para vos oferecer, à distância.

Esperam-se assim surpresas, o avião descola às 18h!

Fernando Dacosta – Máscaras de Salazar

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O frenesim recente em torno do ditador leva-me a comprar dois livros sobre o homem. Num deles, que não vou revelar qual foi, uma história bem escrita a partir de um ponto de vista não influenciado do autor relativamente ao assunto leva-nos a uma viagem rápida pela história do Estado Novo, onde a figura de Salazar é tratada com um paralelismo notável, sem muito tocar na pessoa, mas antes, no contexto em que se vivia. E resulta francamente bem. No outro, Fernando Dacosta, o autor, cuja genialidade não contexto, resolve debitar factos, noticias, palavras escritas avulso e outros devaneios naquilo que procura ser um livro de assento sobre as idéias que guarda relativamente ao periodo sobre o qual escreve.

Mal. E aqui residem a maior parte das debilidades dos autores portugueses. Fernando Dacosta é sincero ao ponto de dizer que não escreve um romance, antes, escreve uma série de textos sem organização ou valor cronológico que procuram factualidade através da leitura. Ou seja, aquilo que Dan Brown fez quase bem no código, Dacosta faz, francamente mal, em Máscaras de Salazar. O fenómeno em torno da popularidade do livro deveria ser suficiente para levantar na nossa sociedade (e na nossa cultura também) a questão fundamental que a votação recente invocou: Estamos assim tão desesperados pelo regresso ao passado que até a relativização da repercursão da ditadura em Portugal vale para o efeito?

Espaços Habitáveis – I Concurso Arquitectura.pt

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Já se encontram abertas as inscrições para o primeiro concurso do sitio Arquitectura.pt, cuja participação se estende a todos os curiosos da área da arquitectura (e não exclusivamente para profissionais).

O regulamento assim como toda a informação relativa ao evento está disponível no fórum do concurso, os prémios são aliciantes e a competência da iniciativa é louvável. Até 16 de Junho há tempo que sobre para desfrutar deste exercicio apetitoso com uma carga de espírito académico absolutamente irresistível ao qual o Aspirina tem o gosto de se associar.

Fica o teaser:

” É cada vez mais frequente nas nossas urbes a afluência de pessoas, o que nos leva a repensar o acolhimento e os modos de ocupar temporariamente as cidades.
O repto que lançamos é uma reflexão critica sobre o modo como poderá o indivíduo apropriar-se temporalmente de um espaço.

Desta forma os participantes a concurso deverão submeter um volume máximo de 27m3 (vinte e sete metros cúbicos), com a intenção de criar um espaço para habitar temporariamente. “

Parece-me apropriado

Algures num daqueles e-mails que nos chegam todos os dias, este é pertinente:

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Jellyfish House – Iwamotoscott

Um projecto de habitação, ou como eu breve se vai começar a denominar por aqui: “Housing” (não vejo mal algum em se proceder a uma globalização simples de alguns termos comuns no léxico da arquitectura) que se baseia no conceito da criatura marítima que se confunde no meio natural que ocupa.

O raciocínio é aqui levado ao extremismo da mera composição formal, numa espécie de paradoxo entre o lugar que a proposta meramente estética deveria ocupar no conjunto e o quanto a escultura influi na concepção de um espaço com mecânicas de uso diárias.

Nesta transição contemporânea dos limites que definem a arquitectura, começam a assistir-se a exercícios de pura especulação que definem o quanto a exploração de novos materiais começa, aos poucos, a criar uma série de sub-movimentos que pouco fogem aquilo que o Arts & Crafts ocupa hoje no lugar da história das artes.

E anos depois veio o Kitch…

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Notas de Autor:

Jellyfish House is modeled on the idea that, like the sea creature, it coexists with its environment as a set of distributed, networked senses and responses. Jellyfish have no brain, no central nervous system, no eyes, and consist largely of the water around them. Yet, they sense light and odor, are self-propulsive, bioluminescent and highly adaptive to changing aquaculture. Like jellyfish, the house attempts to incorporate emerging material and digital technologies in a reflexive, environmentally contingent manner. The house is designed as a mutable layered skin, or ‘deep surface’, that mediates internal and external environments. The skin is designed as a parametric mesh that uses efficient geometric logics of Delauney triangulation and the Voronoi diagram. It deforms in thickness locally for geometric, structural, visual, and mechanical performance. The house is a transformative prototype for reclaimed land. Specifically, it is sited on Treasure Island, a flat, artificial island built off the naturally occurring island of Yerba Buena in the middle of the San Francisco Bay. Treasure Island is at once local and distant, isolated and connected. It has recently been decommissioned by the military, and is being redeveloped largely for new residences. Like many former military bases, Treasure Island suffers from a range of environmental hazards. The most geographically desirable parts of the island have toxic soil that requires remediation. In these areas, the particular hazardous materials necessitate that up to five feet of topsoil be removed for cleansing. In other areas, the contaminated soil can be treated on site using plant based phyto-remediation techniques. The proposed site strategy is to infiltrate the island with sinuous fields of wetlands that allow the removed soil to not have to be replace

Mais informação em I W A M O T O S C O T T A R C H I T E C T U R E

VI Semana da Arquitectura do IST

A informação chega via A Barriga de um Arquitecto, e os detalhes estão à distancia do clique na imagem

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E se de repente…

Zaha Hadid, ela mesma, propusesse um carro de dois lugares no seguimento do desenho conceptual que investe nos projectos de arquitectura em que se envolve?

O Z Car está apenas na fase de protótipo mas a intenção é a de entrar em escala de produção num futuro não muito distante, o veiculo pretende fazer uma colagem a alguns estereótipos recorrentes do cinema futurista e o valor estético da proposta é inquestionável.

Mostra também o outro lado da relação entre Arquitecto e Designer, conceitos que se tornam vastos quando a competência da acção se toma como considerável, noções talvez indivisíveis, cujos contributos para as áreas, da arquitectura e do design respectivamente, se entendem como passos de avanço continuo na nossa modernidade.

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Aguarda-se a produção.

Genial…

” Conto, aliás, uma história que ouvi recentemente. Um cidadão português, que sempre desejou ter uma casa com vista para o Tejo, descobriu finalmente umas águas-furtadas algures numa das colinas de Lisboa que cumpria essa condição. No entanto, uma das assoalhadas não tinha janela.
Falou então com um arquitecto amigo para que ele fizesse o projecto e o entregasse à câmara de Lisboa, para obter a respectiva autorização para a obra. O amigo dissuadiu-o logo: que demoraria bastantes meses ou mesmo anos a obter uma resposta e que, no final, ela seria negativa. No entanto, acrescentou, ele resolveria o problema.
Assim, numa sexta-feira ao fim da tarde, uma equipa de pedreiros entrou na referida casa, abriu a janela, colocou os vidros e pintou a fachada. O arquitecto tirou então fotos do exterior, onde se via a nova janela e endereçou um pedido à CML, solicitando que fosse permitido ao proprietário fechar a dita cuja janela.
Passado alguns meses, a resposta chegou e era avassaladora: invocando um extenso número de artigos dos mais diversos códigos, os serviços da câmara davam um rotundo não à pretensão do proprietário de fechar a dita cuja janela.
E assim, o dono da casa não só ganhou uma janela nova, como ficou com toda a argumentação jurídica para rebater alguém que, algum dia, se atreva a vir dizer-lhe que tem de fechar a janela!

Nicolau Santos, in “Expresso online” [...] ”

Via Democracia em Portugal