A intervenção de Jaques Herzog e Pierre de Meuron naquela que se viria a transformar na nova Tate Modern Art Gallery constituiu a prova fundamental de que um exercício de recuperação se pode fazer a partir de pressupostos de respeito para com o lugar, no caso, para com o edifício base, marco referencial na malha urbana Londrina cujo aproveitamento se tornava fundamental para a revitalização de uma frente de rio que o tempo cuidou descuidar.
Poucos anos passaram para que a estranhamente bem aceite Gherkin Tower, 30 St Mary Axe se preferirmos, oferecesse ao bom costume conservador inglês a hipótese de abrirem o horizonte para uma construção menos traçada, mais desenhada. Os hábitos populares acabam por ser de resto os verdadeiros manifestos que vão permitindo a exploração, ou não, de novas realidades no contexto urbano de um povo, e no caso a torre de Norman Foster funciona como uma disponibilidade moderna para novos desenhos que se têm vindo a conhecer, do elementar design à nova estética automóvel, e finalmente, à arquitectura.
Assim se dá a conhecer a proposta do duo suíço para a extensão da Tate Modern. O desenho linear do edifício original surge agora em contraponto com uma proposta desarticulada, desconstrutivista, numa atitude de quase vandalização de um ícone que escapou no concurso de recuperação à dissecação proposta por Koolhaas ou Piano, mas que agora, entregue ao destino da mera formulação de hipoteses, acaba subjugado a uma sugestão cujo valor estético se não questiona mas cuja colagem ao edifício original constitui um rotundo falhanço.
Ficam as imagens:
























1 response so far ↓
1 TATE 2 [but not too] // Jul 22, 2008 at 8:26 pm
[...] Se não era propriamente um defensor acérrimo da primeira proposta, a coisa também não parece muito melhor depois de revisto o conceito original. [...]
Leave a Comment