Abu Dhabi Cultural District – Jean Nouvel

Já aqui foi publicada a proposta de Zaha Hadid para o Performing Arts Centre em Abu Dhabi, apresenta-se agora a Micro-City de Jean Nouvel para o mesmo complexo de intervenção.

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A Micro-City pretende criar um microclima com o intuito de assim interagir com os sentidos do visitante, criando sensações dispares de entrada num mundo novo. O edifício será coberto por uma grande cúpula, elemento arquitectónico que é comum a todas as civilizações.

O esquema proposto pelo Arquitecto Francês inclui para além da enorme estrutura de cobertura uma grande avenida de circulação pautada pela presença de pequenos edificios simulando uma aldeia.

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A presença do elemento superior marcando os caminhos que a trama desenhará em sombra, ao nível do solo, surge assim como uma proposta diferente e muito apelativa.

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Democracia

Porque a democracia é isto, os Gato Fedorento acabam de atingir um status humorístico absolutamente arrebatador:

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Há de facto que lamentar, mais do que nunca, a vandalização do não menos humorístico outdoor do PNR, é que por entre túneis que não se acabam, obras que se desviam do orçamento e outras brincadeiras autárquicas, a rotunda do Marquês de Pombal poderia ser hoje um dos expoentes máximos de um Portugal democrático a atingir o auge da sua evolução, duas semanas depois da polémica em torno de Salazar, e quando uma pequena minoria julgou ser possivel empolar uma eleição que mais não foi do que a prova cabal de que o livre arbitrio e pensamento popular existem, eis que o resultado se torna, mais do que em mero tema de café, num exemplo extraordinário de que a nossa dimensão democrática se encontra finalmente evoluída.

Mais de trinta anos depois da revolução, custou mas foi..

Extensão da Tate Modern – Herzog e De Meuron

A intervenção de Jaques Herzog e Pierre de Meuron naquela que se viria a transformar na nova Tate Modern Art Gallery constituiu a prova fundamental de que um exercício de recuperação se pode fazer a partir de pressupostos de respeito para com o lugar, no caso, para com o edifício base, marco referencial na malha urbana Londrina cujo aproveitamento se tornava fundamental para a revitalização de uma frente de rio que o tempo cuidou descuidar.

Poucos anos passaram para que a estranhamente bem aceite Gherkin Tower, 30 St Mary Axe se preferirmos, oferecesse ao bom costume conservador inglês a hipótese de abrirem o horizonte para uma construção menos traçada, mais desenhada. Os hábitos populares acabam por ser de resto os verdadeiros manifestos que vão permitindo a exploração, ou não, de novas realidades no contexto urbano de um povo, e no caso a torre de Norman Foster funciona como uma disponibilidade moderna para novos desenhos que se têm vindo a conhecer, do elementar design à nova estética automóvel, e finalmente, à arquitectura.

Assim se dá a conhecer a proposta do duo suíço para a extensão da Tate Modern. O desenho linear do edifício original surge agora em contraponto com uma proposta desarticulada, desconstrutivista, numa atitude de quase vandalização de um ícone que escapou no concurso de recuperação à dissecação proposta por Koolhaas ou Piano, mas que agora, entregue ao destino da mera formulação de hipoteses, acaba subjugado a uma sugestão cujo valor estético se não questiona mas cuja colagem ao edifício original constitui um rotundo falhanço.

Ficam as imagens:

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