É incontornável a associação de um determinado tipo de imagem a um arquitecto. O gesto (ou os tiques) acabam por com o tempo tomar o pulso do autor. Uma espécie de sobreposição do “Eu, autor” perante as massas em deterimento do “Eu, artista”.
O fenómeno constata-se com alguma facilidade e em alguns casos traduz a falta de capacidade do autor (e não, artista) de abordar diferentes estratégias e/ou posições relativamente à forma como entende o desafio. Existem também os que pura e simplesmente fazem prática da linguagem com que pretendem actuar. Ghery em Oslo não é diferente de Ghery em Tóquio, em Paris, no Rio, em Lisboa. E Ghery não se importa minimamente com isso, para lá da descoberta da forma, na criação de um filão que ficará inscrito na história, fica também a antevisão do autor pela mera observação do projecto. “Eu, fulano”.
Jean Nouvel foi sempre um caso sui géneris no que à sua apresentação pelo desenho diz respeito, e nos ultimos tempos tem tido a capacidade de nos mostrar diferentes pontos de vista, como o demonstram as imagens recentes divulgadas na competição internacional para a sede da Philharmonie de Paris, a ser instalada no Parc de La Villette, na capital francesa, lá para 2012.




















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