Archive for June, 2007

Changsha Culture Park, Changsha – MAD Ltd

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O projecto para a construção do futuro centro cultural da cidade de Changsha na China, proposto pelo estúdio MAD e que contempla uma área edificada de cerca de 60 mil metro quadrados é uma daquelas ideias ao alcance do computador e cuja execução se ainda distancia consideravelmente da realidade.

Serve o exemplo para especular sobre os raciocínios modernos no que à definição de skyline urbano diz respeito. A cidade tende a ser, à medida que o processador o permite, vergada ao experimentialismo pouco contido e servido pelo entusiasmo que a mera suposição tridimensional proporciona.

O domínio do render sobre a sensibilidade humana em se catapultar para imagens mais cénicas do que propriamente arquitectónicas, no sentido lato do termo, reflecte o ganho progressivo que o computador tem vindo a alcançar com o tempo.

A tendência”Jetson” do arquitecto moderno tem vindo a criar pressupostos de raciocínio que mais não são do que o desenfrear pelo espírito especulativo. Se por um lado a tendência vanguardista do pensamento vai permitindo a introdução de novas linguagens no panorama arquitectónico moderno, por outro, do lado de quem usa a cidade, a vê e que com ela tem de conviver diariamente, o resultado promete não se distanciar muito do parque temático. Arquitectura por catálogo. Desenho exterior e promoção da imagem.

Frampton diz recear o resultado. Concordo.

Fredrik Pettersson, White arkitekter AB

Chega via Arquitectura.pt o projecto deste gabinete Dinamarquês para uma plataforma marítima em jeito de piscina oceânica, numa estrutura de composição paisagistica instalada ao largo da linha costeira.

A perspectiva de um objecto que potência a distância relativamente à praia e convida à visita e uso pleno a uma distância significativa da terra firme torna-se ainda mais interessante a partir do momento em que passa a constituir vista para os dois lados do uso, ou seja, quem percorre a plataforma vê-se orientado sobretudo para a praia, enquanto que quem fica em terra avista, ao fundo, a grande estrutura de madeira que é ao mesmo uma rampa contínua e côncava e um gigantesco suporte logistico confortavel a quem o experiência.

Para consulta de mais informação está disponível um artigo sobre a obra no Arkinetia.

Sobre o poder da manifestação

Conversa agradável com um colega de curso resulta num rasgado elogio à minha escrita aqui pelo aspirina.

Até aqui tudo bem, pior o que se seguiu. Uma chamada de atenção sobre opinião recentemente aqui publicada acerca da Ordem dos Arquitectos, mais precisamente da sua bastonária. Num ápice fala-se em Fernando Charrua, o professor suspenso e aí a conversa esfria. Esfria porque os alertas se sucedem.

Pessoalmente não percebo porquê.

Portugal, mesmo após eleição de Salazar como o melhor e o pior português de sempre no espaço de uma semana, continua a ter reminiscências fascistas extraordinariamente absurdas. E é aqui que a coisa se torna perigosa. O domínio politico sobre o povo faz-se sentir hoje de uma forma que de maneira nenhuma me faz ponderar sobre o conceito de liberdade, mas sim sobre o quão responsáveis somos do estado de marasmo em que o país se encontra. A politicodependência assume-se a partir do povo e do consumo compulsivo que se faz de tudo quanto tenha relação com o tema. O protagonismo de quem se desfila por partidos e ministérios é conquistado a partir da barricada popular e não através do cargo que se ocupa. E aí ganha, o politico, o seu momento.

Vejo Nicolas Sarkozy surgir em publico após a cimeira do G8 em estado de alegria vinícola bastante assinalável. Agradável até. A França moderada explode na terça-feira, debate o tema na quarta e na quinta. Menos de uma semana depois o país parte para outra. Deixa os copos de Nicolas para segundo plano e preocupa-se com o rumo politico que o novo primeiro ministro, François Fillon dará a um país que apesar de próspero se debate com problemas graves na integração emigrante e na resolução de uma série de problemas sociais que daí advêm.

Em Portugal, um mês depois, repetem-se os trocadilhos envolvendo o deserto da margem sul, as chacotas de Mario Lino e a repetição do tema até à exaustão. O jornalista repete, o povo consome, investe no tema e fortalece o poder (e não a posição) do politico que se mantêm no caso numa posição de suposta invulnerabilidade criada por outros que não o responsável directo pela sua manutenção no cargo, José Socrates. No fundo nunca houve matéria para fazer perigar Lino no ministério mas a ilusão que envolve a situação cria uma base demasiado forte debaixo do ministro. E do governo também.

Em conversa recente via comentários publicados ao post de Daniel Carrapa na Barriga de um Arquitecto referi que também a nossa blogosfera (desta vez em minusculas) é politicodependente. É porque, e mais uma vez defendo, o fenómeno blog não é mais do que o reflexo do enquadramento socio-politico do blogger e de quem o lê, daí que a politica dificilmente se ausente das nossas discussões e acabe aqui mais uma vez publicada. Pessoalmente não me faz diferença.

Os temas acabam por se tornar avulsos. Aditivos. Discussões que não concluem coisa nenhuma mas que nos dizem que país temos. Há dias Joe Berardo lança uma OPA sobre o Benfica, hoje é capa da Sábado e da Visão (que por isso somente me recuso a ler, tanto uma como a outra, esta semana) e inaugura noticiários. O Comendador diz que o não faz pelo prestigio, e eu concordo. Dificilmente noutro país europeu o desfile de infelicidades que somou desde o anuncio da oferta publica se tornaria tamanho acontecimento. Acontece aqui.

A fechar o exemplo mais feliz para fortalecer a tese de que aqui tudo se sabe poder vir a ser noticia, por mais patético que seja. O momento pertence a Telmo Correia, Paulo Portas limita-se a torná-lo ainda mais surreal.

São a amostra dos responsáveis pelas decisões em Portugal. Dóceis, não assustam ninguém…

Masdar Development – Norman Foster

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É um misto de utopia desmesurada e visão urbana optimista o proposto pelo gabinete de Norman Foster para a cidade de Masdar em Abu Dhabi, uma proposta de referência no desenvolvimento sustentável e na procura de novas formas de criar lugar habitável.

O projecto de seis milhões de metros quadrados é baseado no modelo árabe da cidade murada articulado com tecnologia moderna de modo a alcançar uma sustentabilidade com desperdício energético nulo e continuo aproveitamento das energias utilizadas.

O programa geral inclui a sede para a futura companhia energética de Abu Dhabi, uma universidade e um forte núcleo comercial apoiado por um ‘Innovation Center’.

A cidade desenvolver-se-à em duas fases, suportadas em primeiro lugar pela central nuclear que se transformará na área de intervenção para a grande construção numa segunda fase. Assim, garante-se o crescimento urbano progressivo evitando que intervenções de pequena escala acabem por consumir o plano geral.

Masdar transformar-se-á num dos centros estratégicos de Abu Dhabi, com o interface de transportes a operar a curta e longa distância com o aeroporto internacional, permitindo a utilização oportuna da modernas redes viárias e a inserção do lugar na estrutura feroviária e de transporte urbano.

A aposta da eco-cidade não deixa de surpreender pela fonte de investimento, os Emiratos Árabes Unidos, maná exportador de petróleo e nação plena de auto-suficiência energética aposta assim numa estrutura a larga escala de uma urbe construída de raiz. Um investimento suportado pelo plano de desenvolvimento daquele país onde a qualidade da produção arquitectónica tem sido um dos princípios de estruturação urbana e ambiental que certamente constituirá um importante objecto de análise nos anos que se seguem.

Para já fica o objectivo do “Zero Carbon”

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Opus Project – Zaha Hadid Architects

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O Opus consiste num projecto de três torres que compõem um gigantesco núcleo com um vazio distinto a operar o espaçamento entre as mesmas. A fachada em vidro curvo procura enfatizar o carácter orgânico da composição e permitir a que quem aviste o conjunto possa espreitar por entre o sólido permitindo perspectivas diferentes consoante seja a abordagem ao mesmo.

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Mais informação via Architect Studio 

Bruder Klaus Chapel – Peter Zumthor

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A capela desenhada pelo arquitecto Suíço erigida perto da aldeia Alemã de Wachendorf é dedicada a um agricultor da região que terá vivido no século XV cuja história de vida o tem vindo a considerar como candidato a canonização.

A estrutura constitui um marco territorial com 12 metros de altura, construída pelos habitantes locais através de um processo rudimentar de cofragem do betão que constitui a estrutura base do monolito. Durante 24 dias, todos os dias, os locais subiam 50 centímetros à construção. O interior da estrutura de suporte, constituída por barrotes de bambu dispostos na vertical foi finalmente queimada e as bases orgânicas que sustentavam a parede exterior acabaram cristalizadas num processo de homogeneização do interior resultando num acabamento belíssimo, cujas imagens não abundam (fazendo eu aqui voto de confiança na explicação apresentada pelo professor Manuel Mateus algures durante uma aula de projecto – enquanto invejava a jovialidade mental de Zumthor).

Perdida algures entre o génio de Zumthor e a experiência tectónica, a Bruder Klaus Chapel faz arquitectura.

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CCTV Building, o outro deslumbre de Pequim

Em plena contagem decrescente para 2008, fica o vídeo genial  da futura pérola de Beijing

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Entre 21 e 31 de Julho de 2007, a Universidade de Coimbra, através do Centro de Estudos de Arquitectura (CEARQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, e o Município de Penela organizam o WAP_Workshop de Arquitectura de Penela para reflectir sobre as potencialidades de intervenção urbana na vila de Penela. Um conjunto de arquitectos e estudantes de arquitectura são convidados a trabalhar sobre a sua memória (paisagens, arquitecturas, culturas), e a propor novos caminhos para este território em transformação.

A Coordenação Científica do WAP é feita por Alexandre Alves Costa (DARQFCTUC – Coimbra e FAUP – Porto) e a Coordenação da Comissão Organizadora é feita por José A. Bandeirinha (DARQFCTUC – Coimbra).
Serão constituídas 4 equipas que ficarão responsáveis por desenvolver uma estratégia de intervenção numa dada zona da área urbana da vila de Penela e envolvente próxima.
Cada equipa será constituída por 1 Arquitecto Coordenador, 1 Arquitecto Convidado, 1 Arquitecto Residente e 8 participantes, arquitectos recém-licenciados ou estudantes de arquitectura.

A Coordenação das equipas do WAP ficará a cargo de:
Alfonso Penela (ETSAC – A Coruña)
J. L. Carrilho da Graça (UAL, Lisboa + DAUE, Évora)
José Gigante (DARQFCTUC, Coimbra)
Nuno Brandão Costa (FAUP – Porto).

Todas as informações aqui:
http://www.darq.uc.pt/wap/

Via > Arquitectura.pt 

Bilbao Metro – Norman Foster

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Um dos aspectos fundamentais na abordagem aos problemas do urbanismo depende quase invariavelmente da qualidade de desenho e organização das estruturas de transportes.

Nesse sentido, as oportunidades recentes de novas abordagens a projectos feitos de raiz constituem uma importância capital no entendimento desta questão, que se nunca deverá dissociar do termo “Contemporâneo”. A actualidade do desenho é fundamental para que seja suficientemente atractivo. O admirável conceito da sedução.

Em Bilbao, cidade com um suporte humano suficientemente corajoso para ir apostando em novas formulações de hipótese, Norman Foster dispôs dessa estranha generosidade por parte da vizinha Espanha.

Tudo resulta. Em actualidade, síntese e inteligência.

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Zaha Hadid Blog

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Criado e escrito pelo Dezeen, o Zaha Hadid Blog teve inicio de publicação no fim de Maio e promete ser uma fonte intuitiva para acompanhamento do trabalho produzido pela arquitecta que recentemente faltou à Conferência Internacional na Trienal de Arquitectura de Lisboa por falta de disponibilidade, mas que pelo menos, a 31 de Maio, estava pelo atelier “Texting with her friends”.

A seguir com atenção