Admiro a arbitrariedade da vida animal. As coisas evoluem de um modo natural, sem grandes fatalismos. E é por isso que os bichos se chateiam tão pouco e se limitam a desfrutar daquilo que a existência tem para lhes oferecer.
No entanto tenho dificuldade em lidar com o instinto animal, daí os programas de final de semana em regime pré-almoço nunca me terem criado grandes entusiasmos. Gosto das zebras, não tanto dos insectos, mas não suporto os festivais de canibalismo que por vezes ali são servidos.
E é por isso que me surpreendeu este vídeo achado no youtube. Pela primeira vez uma cena de pancadaria animal me deixou satisfeito. Motivos vários e paradigma tremendo.
Um paradigma porque o palco do evento tem vindo a ser uma das minhas lutas morais, com a qual me debato há anos e que me afasta por vezes de uma familia, que é a minha, que se apresta a perder, segundos que sejam, tempo com isto.
Satisfação porque numa única cena se apresentam três realidades distintas da psicologia animal.
Primeiro a do cavalo, que algures por volta do segundo 46 resolve sair de mansinho como quem não quer a coisa. Depois a do Touro, que em igualdade de circunstâncias, vira por duas vezes costas ao espectáculo do outro.
E depois o outro, o mais frágil. O mais leve. O das roupas esquisitas. O estúpido. A quem em igualdade de circunstâncias lhe deu o sono mais cedo.
E sei que opiniões destas não devem ser partilhadas em publico, mas no que à tourada diz respeito, é nesta altura que o meu chapéu vai ao ar, e a garganta solta um sonoro:
Olé!
Chega fora de tempo, foi ontem o dia mundial do animal.
















1 response so far ↓
1 indigenteandrajoso // Oct 8, 2007 at 12:37 pm
uma pequena vingança…
ja agora ve aqui
http://indigenteandrajoso.blogspot.com/2007/09/blog-post_27.html
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