Giulia de Appolonia, Centro de Ciência Viva em Bragança.
No princípio, o desenho.
A expressão física de uma ideia, ou dos conceitos que a sustentam.
No princípio, o desenho.
O envolvimento com o assunto e com as matérias que o caracterizam. É no princípio, do desenho, que a genial manifestação acontece. Solta-se do resto. Em impulsos descompassados que temperam o raciocínio. Quando o imaginário se afirma e assim formula determinada hipótese. Várias.
Depois a maturação. Mediando a intenção com o objecto de estudo. Já antes tinha estado presente o lugar. Esteve sempre presente. Foi anterior ao desenho. Na ideia do desenho, era a ideia do lugar.
Experimenta-se a conexão. A linha não funciona, o pormenor não se encontra. Em conversa com ambos, desenho, e lugar, sugerem a solução. E de novo a experiência. Mais tarde a resolução.
Materializam-se as intenções. O desenho, rigoroso desta vez, identifica a forma e concretiza o pormenor. A experiência resolve assim a situação. Fecha-se o espaço. Construção.
A generosidade, porque o gesto pretendeu ser sempre generoso, dá lugar à ferida aberta no lugar. A operação da implantação. Da fundação ao topo, aos poucos, constrói-se a proposta. Constrói-se o lugar também. No final, a soma resulta na unidade.
O corpo, estranho, garante identificação. Reconhece-se como parte. Assume-se como o todo, no final, que vem depois, é tudo parte da mesma solução.
Depois, a mecanização. Dos meios e dos instintos. Os percursos que se encurtam, e o espaço que se apropria. Dominam-se mutuamente. Em simultâneo, um, e outro, encontram-se na concretização do mesmo pressuposto.
A palavra, estranha-se, e teima em saber a pouco. No final, é apenas Arquitectura.
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