Archive for December, 2007

7 meses

Jack Nicholson  imortalizou na tela aquele que era, na mente de Bob Kane, o estereótipo de Sociopata-Serial-Killer, quando em 1939 criou Batman. 50 anos era a distância entre a criação de Kane e a primeira grande pelicula com risco mainstream de Tim Burton. O resultado foi brilhante, e criou, juntamente com a sequela Batman Returns, problemas incontornáveis para um Joel Schumacker que, chegado depois, se encarregou de dizimar a herança que, apesar de pesada, permitia uma continuidade segura na vida do morcego no grande ecrã.

Foram precisos quase 10 anos para que algum estúdio, ou realizador,  tivessem a coragem e ousadia necessárias para devolver dignidade a um dos maiores herois das crianças, e dos adultos, de todo o mundo. Foi pela mão de Christopher Nolan (notável com Memento e Insomnia) que a saga encontrou novamente um caminho digno, apesar de contar com um Christian Bale insípido, que apesar das interpretações brilhantes em American Psicho e The Machinist, não vingou totalmente no fato das orelhas pontiagudas. Kilmer e Clooney também não o tinham feito, e se o primeiro contou com a preciosa ajuda de Jim Carey na pele de The Riddler (que paradoxalmente se tornou, inclusive em merchandising e publicidade associadas, na personagem principal do filme) o segundo viu-se envolvido num dos maiores disparates cinematográficos da época de 90.

Em Batman Begins, Bale teve ao seu lado Morgan Freeman e Gary Oldman e até Cillian Murphy, numa produção magnifica, digna do legado Tim Burniano.

Em 2008, lá para o meio do ano, chega The Dark Knight, o filme que logo pelo nome nos deve colocar a todos em sentido, afinal é o mesmo titulo com que Frank Miller, em 1986, redesenhou todo o universo de Gotham City, conferindo-lhe o tom negro e pesado com que Burton viria a trabalhar três anos mais tarde.

Heath Ledger promete encarnar um Joker tão desconcertante como o de Nicholson, quase vinte anos depois do primeiro, num estilo completamente diferente, menos desenhado e também menos elegante, mas no fundo, Batman sempre foi muito mais do que glamour e côr.

Nota: É provável que mais tarde ou mais cedo o link seja quebrado como vem sendo habitual no YouTube, o trailer em alta definição pode ser visto e descarregado Aqui.

Pecha Kucha – É hoje à noite, no Lux

E o cardápio para esta edição é verdadeiramente delicioso, ora veja-se:

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O conceito destes autênticos brainstormings arquitectónicos é muito simples: durante 6 minutos e 40 segundos (seis:quarenta) cada um dos intervenientes terá janela aberta para falar sobre o material a apresentar. A coisa acresce de maior interesse quando os próprios são todos arquitectos, uma vez que, regra geral, poucos serão os mortais com disponibilidade intelectual para por vezes secarem a paciência com discursos arquitectónicos, que mais não são do que verdadeiras lenga-lengas cíclicas.

Na edição do dia de hoje, 18 de dezembro, constam alguns nomes aliciantes, cujo trabalho fala por si.

Resta saber o que consegue dizer em tão curto espaço de tempo.

O evento acontece em pleno Lux, Lisboa, e a entrada faz-se por módicos 5 euros.

Museus do Século XXI na Culturgest

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As relações entre a arte e a arquitectura dos novos museus. São 27 dos mais interessantes projectos acabados ou ainda em construção (com data fim até 2010).

Suzanne Greub, directora do Art Centre Basel, em Basileia, é a impulsionadora desta exposição. Em 2000 já tinha organizado Museus para um Novo Milénio, que durante cinco anos viajou por 17 museus e centros culturais de todo o mundo – por cá chegou ao Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Nesta exposição, uma continuação “actualizada”, apresenta os projectos escolhidos através de fotografias, simulações, plantas, desenhos, animações em DVD e vídeos. Tenta-se pensar as funções da arquitectura contemporânea ao serviço da exibição de obras de arte, assunto que tem despertado um forte debate nas últimas décadas.

Até 3 de Fevereiro na Culturgest (Lisboa).

Novo Politécnico do Barreiro – ARX

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Situado na Quinta dos Fidalguinhos, junto a um aglomerado de pinheiros e sobreiros, o edifício é composto por vários blocos ligados entre si através de um corredor central. Para além das salas de aula, irá dispor de uma biblioteca, um auditório e diversos laboratórios. Na zona envolvente, o espaço de estacionamento terá capacidade para 300 viaturas. O projecto contempla, ainda, uma pequena praça para eventos culturais e um campo de jogos para actividades desportivas.

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Via Arquitectura.pt 

Serpentine Pavillion 2007, Slideshow

Pela voz de Amy Winehouse, o desenho é de Olafur Eliasson e Kjetil Thorsen, estrutura Arup.

O pavilhão de 2007, já aqui publicado, reveste-se de particular importância por conseguir, mais do que acontecera no passado, criar uma estrutura única na resolução do objecto anexo à Serpentine Gallery, e que, todos os anos completa a presença arquitectónica em pleno Hyde Park. Um momento de descompressão absoluta em relação aos tiques de desenho, num exercício de mero desenho estético que funciona.

O conceito de arquitectura itinerante torna-se um verdadeiro case-study, sobretudo para quem, como eu, passeou em pleno mês de Abril pelo lugar, onde se sentia uma tremenda atmosfera de expectativa. De repente existe um terreno, disponível para utilização, que se encontra em plena expectativa relativamente à instalação que, ano após ano, marca aquele lugar especifico. Com direito à memória das intervenções anteriores.

Meet the Jetsons!