No preview do fim de semana fiz referência à cena na loja de conveniência, o YouTube está neste momento a alojar a cena por completo, espera-se que por lá se aguente mais tempo porque é coisa absolutamente genial (e porque justifica por si só tudo o que a fita dos Cohen - Josh Brolin que nos perdoe - venceu no Kodak Theatre)
No Country for Old Man é hoje anunciado em Portugal como o grande vencedor dos Óscares, o que lhe trará um considerável volume de espectadores, situação mais do que merecida, mas que acabará por roubar as devidas vénias a There Will Be Blood, apesar deste estar em rodagem desde 14 de Fevereiro.
E There Will Be Blood foi mesmo o filme do ano, pelo menos para mim.
Ver Javier Bardem carregar o filme às costas é um deleite para a vista, coisa que ambos os Cohen muito lhe devem ter agradecido. Isso e o ainda low profile de Paul Thomas Anderson que fica assim na calha para uma próxima grande obra que lhe valha finalmente estatuto para reconhecimento. O Paul que não desista, pois a Scorsese custou uma vida de trabalho…
Da noite de domingo ficam meia dúzia de ideias interessantes, e que, à excepção do galardão para melhor actriz secundária, todos os galardões estavam há muito reservados para aquelas que foram as interpretações do ano.
E nesse sentido existiram, mão à palmatória, dois senhores que se sentaram em lugar à mesma altura, pois dissecando com precisão No Country for Old Man e There Will be Blood, tanto Bardem como Day-Lewis fazem papelaços para recordar durante os próximos anos.
Para concluir, foi sem duvida a cerimónia mais competitiva dos últimos anos, com 5 filmes de alto calibre, e com isso ganhamos todos.
















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