Ewha Womans University, Dominique Perrault
Recebi recentemente a notificação para linkagem nova ao Aspirina, relativamente a um post em que abordo o projecto de Pedro Tiago Lacerda Pimentel e Camilo Bastos Rebelo para o novo Museo do Côa.
Ao reler o artigo (coisa que, reconheço, muito raramente faço) lembrei-me da visita recente ao Daily Dose of Architecture onde recolhi mais algumas imagens do Campus Center for Ewha Womans University em Seoul na Coreia do Sul de Dominique Perrault.
Quase um ano e meio depois da primeira vez que escrevi sobre a falta de entusiasmo da arquitectura portuguesa pelos seus próprios edifícios, preferindo abordar o lugar como entidade sacro-santa, génese de toda a genialidade (ou pior, não fazer nada disto e agir como se o tivesse feito), o edifício do estúdio de Perrault vem confirmar a mais triste das observações: Haja ou não sinceridade na utilização do lugar como ferramenta única no processo de projecto, ainda há um longo caminho a percorrer até que se compreenda todo o potencial de exploração desse dito conceito mágico.
Apesar de uma muito positiva evolução natural de um quadrante jovem do nosso panorama arquitectónico (arrisco a dizer, todos os que feliz ou infelizmente continuam a viver para lá dos destaques infernais da capa da revista) que tem vindo progressivamente a operar “out of the box”, falta-nos apenas esta capacidade em dissecar o próprio conceito, retirando-lhe todas as noções básicas que acabam por anular todo o potencial de exploração de que a coisa está impregnada. Falta acima de tudo radicalidade, uma viagem à raiz das coisas.
Continua a haver a limitação em supor a recusa da aceitação.
Pessoalmente, acredito que até os mais opressivo censores agradeceriam a audácia.
A visita ao post do John é obrigatória.


















0 responses so far ↓
There are no comments yet...Kick things off by filling out the form below.
Leave a Comment