Dirão os optimistas -presentes nestas coisas da estatística como em tudo na vida – que isto ainda há casos piores que os de Portugal. É reparar no despautério Italiano ou na infelicidade Grega, e afinal nós por cá ainda estamos ligeiramente aquém dos verdadeiros níveis de crise que se registam por essa Europa fora.

A crueldade dos números não engana ninguém e a situação é a que se apresenta, em gráfico que nem sequer é recente e que se encontra assim bastante desactualizado, mas não deixa de ser preocupante que o mesmo não conste em nenhuma publicação que saia directamente para as bancas do nosso saturado Portugal.

Pela voz de Cypher, o personagem interpretado por Joe Pantoliano no primeiro filme da trilogia Matrix – “Ignorance is bliss”.

5 Comments for “ 1.04 arquitectos por pessoa, são 1.02 arquitectos a mais ”

  1. E optimismo é coisa que não impera por terras lusas… e para combater esses números nada melhor do que aumentar quase 100 vagas nos cursos de arquitectura!!!!

    Mais tarde ou mais cedo, os Gregos e Italianos serão derrotados na derradeira estatística… e não me refiro ao futebol.

  2. [...] raiz de un post en Aspirina Light me he puesto a hacer números cruzando los datos del Instituto nacional de Estadística y del [...]

  3. coutinho.joanamf says:

    expliquem-me uma coisa, já que é a segunda vez que me deparo com esta questão do número de arquitectos a mais:

    agora vamos limitar o número de vagas de acesso aos cursos só porque existem muitos advogados ou arquitectos? vamos obrigar as pessoas a entrarem em:

    (“São 237 os cursos com menos de 20 alunos e que, como tal, têm o financiamento estatal em risco. Seis destes cursos nesta 1ª fase de acesso ao Ensino Superior não sequer tiveram alunos colocados:”)

    - Engenharia Têxtil na Universidade da Beira Interior
    - Restauração e Catering na Escola Superior de Turismo e Telecomunicações de Seia
    - Animação Cultural e Educação Comunitária (regime pós-laboral) na Escola Superior de Educação de Santarém
    - Engenharia de Conservação e Reabilitação (regime pós-laboral) na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro
    - Engenharia Informática (regime pós-laboral) na Escola Superior de Tecnologia de Tomar
    - Engenharia de Máquinas Marítimas (regime nocturno) na Escola Náutica Infante D. Henrique”

    porque não têm procura, quando os alunos querem ser advogados ou engenheiros?

    Não tomem esta pergunta por uma tentativa de cuspir presunção.É efectivamente uma pergunta que gostaria de ver respondida porque quero perceber onde é que querem chegar.

    É um facto que estes números não são animadores para o mercado de trabalho mas ainda assim, se as pessoas escolhem esses cursos para se formarem, devemos mesmo censura-los?

    Eu pergunto tudo isto porque sou aluna do primeiro ano de Arquitecura. Estive um ano na Faculdade de Letras da U.P. em História da Arte porque não consegui entrar na Faculdade de Arquitectura da U.P. no ano passado. Estive um ano em Letras e cheguei a Junho/Julho e propus-me novamente a Exames Nacionais para subir a média para entrar na Escola que queria entrar, que fazia questão de entrar..e felizmente consegui. Eu lutei por algo que queria e quando leio estas coisas sinto-me de algum modo “não-bem-vinda” e não-incetivada..

    Cordiais cumprimentos.

  4. Ricardo Leal says:

    Os dados são de 2004. Não estará desactualizado? Não digo que os números tenham decrescido, ou mesmo crescido. Mas para mais fieis interpretações evitando teorias falaciosas seria oportuna a existência de dados mais recentes. Quando publiquei esta imagem há uns tempos procurei uma actualização, não a tendo conseguido. Continua, no entanto, sendo um gráfico interessante a nível de números ainda que não surpreenda a nível de ratios se se conhecer o numero de escolas de arquitectura que cada país tem.

  5. Nada melhor que ter vagas a mais neste tipo de curso, e depois termos vagas a menos naqueles que são realmente necessários… e lá vamos nós buscar mão-de-obra a Espanha.

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