
Conto arrepiante de iluminação instantânea sobre as fraquezas mais escondidas da natureza humana, onde a partir de um evento insólito (um inexplicável surto de cegueira à escala mundial) se instala reflexão imediata sobre o lugar do homem entre os homens.
As personagens não têm nome, são-nos dadas a seguir através das alcunhas que o autor lhes dá, o que de forma quase macabra nos leva a substituir o termo ou o nome por um nosso qualquer conhecido, de parecença fácil.
Depois a outra reflexão, a politica e social, o que de pior em nós se encontra, os sucessivos regressos ao passado. Os centros para cegos e a marginalização em vez da procura da cura. Colagem fácil aos campos de concentração.
Livro pesado em escrita que se devora, uma pescadinha de rabo na boca em versão violenta. Imprescindível.






