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	<title>Aspirina Light</title>
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	<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 22:33:50 +0000</pubDate>
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		<title>20 Anos depois</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 21:56:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivo Sales Costa</dc:creator>
		
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Via Lusa &#62; Arquitectura.pt

Objectivos do plano de reconstrução do Chiado atingidos 20 anos depois
Lisboa, 19 Jul (Lusa) - Vinte anos depois do grande incêndio do Chiado, foram &#8220;atingidos e estão perceptíveis&#8221; os objectivos do Plano para a Reconstrução da Área Sinistrada, segundo disse à agência Lusa o arquitecto coordenador do projecto.
Jorge Carvalho, que foi o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/chiadoincendio.jpg"><img class="size-full wp-image-746 aligncenter" title="chiadoincendio" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/chiadoincendio.jpg" alt="" width="400" height="260" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p>Via Lusa &gt; <a href="http://www.arquitectura.pt/forum/f29/lisboa-objectivos-do-plano-de-reconstru-do-chiado-atingidos-20-anos-depois-10870.html" target="_blank">Arquitectura.pt</a></p>
<p style="text-align: center;">
Objectivos do plano de reconstrução do Chiado atingidos 20 anos depois</p>
<p>Lisboa, 19 Jul (Lusa) - Vinte anos depois do grande incêndio do Chiado, foram &#8220;atingidos e estão perceptíveis&#8221; os objectivos do Plano para a Reconstrução da Área Sinistrada, segundo disse à agência Lusa o arquitecto coordenador do projecto.</p>
<p>Jorge Carvalho, que foi o &#8220;braço direito&#8221; de Álvaro Siza Vieira no projecto, explicou que &#8220;foram introduzidas melhorias nas ligações urbanas entre a Baixa e a Alta [Chiado], foi integrada uma estação de metro e criou-se habitação como factor de revitalização e segurança da zona&#8221;.</p>
<p>&#8220;Agora vê-se vida intensa no Chiado a várias horas do dia. Há 20 anos, o incêndio demorou a ser notado e a ser dado o alarme devido à inexistência de habitação&#8221;, reiterou.</p>
<p>O arquitecto, que coordenou o plano entre 1991 e 2001, falou com a Lusa na sexta-feira, à margem de uma visita guiada ao Chiado promovida pela Ordem dos Arquitectos, no âmbito dos 20 anos do incêndio que deflagrou a 25 de Agosto de 1998 naquela zona da cidade.</p>
<p>Mas ainda há pelo menos um objectivo por cumprir. &#8220;Falta o último troço de uma ligação pedonal através de escadas, que ligam um pátio criado na traseiras de alguns prédios da Rua do Carmo ao Convento&#8221;, contou.<br />
Segundo explicou, a ligação ainda não foi concretizada &#8220;por problemas com propriedade&#8221;.</p>
<p>Revitalizar o Chiado foi, na altura, para um jovem arquitecto, &#8220;um grande desafio e uma grande lição, com a responsabilidade acrescida de ser uma zona central da cidade com um grande simbolismo&#8221;.</p>
<p>Quando olha agora para o Chiado, Jorge Carvalho vê &#8220;uma cidade que parece existir há já muito tempo&#8221;.</p>
<p>&#8220;A intervenção pós-incêndio felizmente está escondida e é ela que possibilita esta vida que se vê, e isso é gratificante&#8221;, disse.</p>
<p>No edifício onde antes do incêndio ficavam os Armazéns do Chiado está agora instalado um centro comercial com o mesmo nome que, garante o arquitecto, &#8220;mantém algo da estrutura original&#8221;.</p>
<p>&#8220;A estrutura espacial do edifício, que foi projectado no século XVIII, era baseada em dois pátios à volta de um corpo central, essa estrutura forte mantém-se. O centro desenvolve-se entre dois pátios cobertos com vidro&#8221;, explicou.</p>
<p>A ideia inicial para aquele edifício era a de instalar ali um hotel, que ocupasse a maior parte da área. Além do hotel haveria ainda zonas comerciais.<br />
&#8220;O centro comercial tem a vantagem de diversificar horários, como o hotel teria. O que permite a permanência de pessoas pelo Chiado a horas mais tardias do que na Baixa&#8221;, afiançou.</p>
<p>Visivelmente satisfeito com o trabalho realizado na zona, Jorge Carvalho guiou um grupo de curiosos pelos locais de intervenção do plano.</p>
<p>&#8220;Voltar a falar do Chiado agora que está vivido e usado é extremamente grato&#8221;, Jorge Carvalho com os presentes antes de dar inicio à visita guiada.</p>
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		<title>Spectacular</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 21:36:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivo Sales Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
Oracular Spectacular, o senhor disco de estreia dos miudos Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden, os nomes por trás da sigla MGMT, b.k.a. The Management, é a maior lufada de ar fresco que a musico-industria produziu nos ultimos tempos.
O album é um verdadeiro compêndio de bom gosto e estilo, fora do convencional, e com uma largura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/51peen1ptyl_ss500_.jpg"><img class="size-full wp-image-740 aligncenter" title="51peen1ptyl_ss500_" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/51peen1ptyl_ss500_.jpg" alt="" width="500" height="500" /></a></p>
<p>Oracular Spectacular, o senhor disco de estreia dos miudos Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden, os nomes por trás da sigla MGMT, b.k.a. The Management, é a maior lufada de ar fresco que a musico-industria produziu nos ultimos tempos.</p>
<p>O album é um verdadeiro compêndio de bom gosto e estilo, fora do convencional, e com uma largura de banda suficientemente generosa para nos fazer sentir bem empregue o dinheiro dado para adquirir a peça, coisa que hoje em dia caiu em desuso (e depois do iTunes, pior). Do rock sem preconceitos à experimentação electrónica, a dupla de putos norte-americanos promete, e de que maneira, constituir o próximo grande grupo dentro do género, com um primeiro disco que impressiona e vale a pena.</p>
<p>E com a cortesia do Youtube:</p>
<div class="wpv_videoc">
<div class="wpv_self"></div>
<div class="wpv_video"><object data="http://www.youtube.com/v/UtUI5MC9tVM" type="application/x-shockwave-flash" width="100%" height="100%"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UtUI5MC9tVM"></param></object></div>
</div>
<p>Companhia (entre outros) durante as ultimas duas semanas enquanto se opera em pleno centro de Estocolmo. É banda sonora perfeita para horários de trabalho pouco aconselháveis.</p>
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		<title>TATE 2 [but not too]</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 20:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivo Sales Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arquitectura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foram reveladas as primeiras imagens pós design-review do gabinete de Jacques Herzog e Pierre de Meuron para ampliação da TATE Modern, entretanto baptizada de TATE 2.
Se não era propriamente um defensor acérrimo da primeira proposta, a coisa também não parece muito melhor depois de revisto o conceito original.
Não deixa de ficar a ideia de que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/riverview.jpg"><img class="size-full wp-image-737 aligncenter" title="riverview" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/riverview.jpg" alt="" width="500" height="335" /></a></p>
<p>Foram reveladas as primeiras imagens pós design-review do gabinete de Jacques Herzog e Pierre de Meuron para ampliação da TATE Modern, entretanto baptizada de TATE 2.</p>
<p><a href="http://aspirinalight.com/2007/04/03/extensao-da-tate-modern-herzog-e-de-meuron.php" target="_blank">Se não era propriamente um defensor acérrimo da primeira proposta</a>, a coisa também não parece muito melhor depois de revisto o conceito original.</p>
<p>Não deixa de ficar a ideia de que após conclusão da recuperação da Central Eléctrica, e com o adicionar de Iconocoisas na &#8220;Costa del Icon&#8221; que é a zona Este da cidade de Londres, surgiu o preconceito de que o edifício não é suficientemente reconhecido no meio do espalhafato da paisagem, vai daí, e porque não se seguiram as propostas de Koolhaas, Piano ou Ando que dissecavam literalmente o belíssimo edifício original, resolveu-se recorrer à adição, que neste caso encaro com enorme desconfiança.</p>
<p>Em todo o caso <a href="http://www.tate.org.uk/modern/transformingtm/" target="_blank">o sitio da TATE</a> tem um update totalmente dedicado à apresentação da proposta, desde o conceito até às mecânicas da ampliação, numa aparente sessão de terapia para quem, como eu, se mantém céptico em relação àquele que será o resultado final.</p>
<p>Vale a pena visitar.</p>
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		<title>O Grande Artista</title>
		<link>http://aspirinalight.com/2008/07/22/o-grande-artista.php</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Jul 2008 19:47:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivo Sales Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nexus]]></category>

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		<description><![CDATA[
Não costumo alugar o espaço à bola (excepção ao episódio de há um ano, quando um tal de Zequinha deu espectáculo no mundial de sub-20, com direito a assalto ao árbitro em directo na tv, mas neste caso abre-se uma extraordinária excepção.
João Vieira Pinto anunciou o fim de carreira aos 36 anos, quando já poucos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/6319.jpg"><img class="size-full wp-image-732 aligncenter" title="6319" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/6319.jpg" alt="" width="365" height="260" /></a></p>
<p><!--[if gte mso 9]><xml> <w :WordDocument> </w><w :View>Normal</w> <w :Zoom>0</w> <w :HyphenationZone>21</w> <w :Compatibility> <w :BreakWrappedTables /> <w :SnapToGridInCell /> <w :ApplyBreakingRules /> <w :WrapTextWithPunct /> <w :UseAsianBreakRules /> <w :UseFELayout /> </w> <w :BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w> </xml>< ![endif]-->Não costumo alugar o espaço à bola (excepção ao episódio de há um ano, quando um tal de Zequinha deu espectáculo no mundial de sub-20, com direito a assalto ao árbitro em directo na tv, mas neste caso abre-se uma extraordinária excepção.</p>
<p>João Vieira Pinto anunciou o fim de carreira aos 36 anos, quando já poucos olhavam por ele, no declínio penoso da idade a que nenhum desportista consegue escapar.</p>
<p>Ao João, que conheço pessoalmente, como Sportinguista cada vez menos praticante que sou, agradeço todos os momentos, sem excepção (a pancadinha no Angel Sanchez, em pleno mundial da Coreia, terá de passar aqui de fininho porque não é o momento indicado). Dos tempos em que o futebol me fazia ferver (saudades da adolescência), ficam três jogadores que me fazem conferir algum sentido à forma como vivia o fenómeno. O Pedro (Barbosa), por uma década de classe e leão ao peito. O Ricardo (Sá, o outro Pinto) por ser um daqueles à antiga e por se lembrar sempre dos que enchiam as bancadas. E o João, que em alvalade se baptizou de Artista, pelo senhor jogador que foi, de um nível por demais superior, grande demais para só ter andado pela relva portuguesa.</p>
<p>Curiosamente, depois do anúncio de hoje, já deram todos as respectivas carreiras como encerradas.</p>
<p>Talvez isso explique o meu contínuo afastamento da bola.</p>
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		<title>The Lonway #002</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 22:32:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivo Sales Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[Fim-de-semana em cheio pelas ruas de Londres, deambulando entre o final do London Festival of Architecture e a abertura da Serpentine Gallery 2008.
Sábado primeiro, com a visita no ultimo dia (herança portuguesa no sangue, não podia deixar de ser assim) à exposição que esteve patente na London Storefront for Art and Architecture, por onde esteve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fim-de-semana em cheio pelas ruas de Londres, deambulando entre o final do London Festival of Architecture e a abertura da Serpentine Gallery 2008.</p>
<p>Sábado primeiro, com a visita no ultimo dia (herança portuguesa no sangue, não podia deixar de ser assim) à exposição que esteve patente na London Storefront for Art and Architecture, por onde esteve em exposição o Bjarke Ingels Group (<a href="http://bldgblog.blogspot.com/2008/07/three-london-photos.html" target="_blank">e que contou durante o evento com a presença do blogger Geoff Manaugh</a>).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/19072008013.jpg"><img class="size-full wp-image-722 aligncenter" title="19072008013" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/19072008013.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/19072008015.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-723" title="19072008015" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/19072008015.jpg" alt="" width="500" height="666" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/19072008019.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-724" title="19072008019" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/19072008019.jpg" alt="" width="500" height="666" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/19072008020.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-725" title="19072008020" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/19072008020.jpg" alt="" width="500" height="666" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">Domingo, a inauguração da Gehry Serpentine. A galeria que consegue ser elegante no seu delírio, e que acaba por nos fazer dar o braço a torcer ao canadiano. É que apesar das tareias que apanha, obra após obra, da critica que o persegue, a verdade é que a instalação (porque é heresia chamar-lhe edifício) é assumidamente divertida e sincera na forma como se anuncia em pleno Hyde Park e resulta na perfeição, no seu espírito de edifício itinerante que sabemos não ficar por ali mais do que um instante.</p>
<p style="text-align: left;">E essa é a verdade na obra do senhor Bilbao. Seja por um prazo de três meses num pavilhão temporário, ou o tempo que for num museu gigantesco, Gehry é o derradeiro tipo simpático com uma lata do tamanho do mundo. Aquele que sabe (e pode) dispor da sua criatividade como bem entender, que a humanidade já se encarregou de lhe dar espaço para o devaneio.</p>
<p style="text-align: left;">E aqui, resulta bem e recomenda-se.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/19072008.jpg"><img class="size-full wp-image-726 aligncenter" title="19072008" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/19072008.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: left;">
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre o (des)Tempo</title>
		<link>http://aspirinalight.com/2008/07/21/sobre-o-destempo.php</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 21:25:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivo Sales Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Nexus]]></category>

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		<description><![CDATA[

E a falta de espaço para o gosto pessoal.

Preocupa-me (e de que maneira) o associativismo com que se encara o gosto pessoal.
Vejo meia dúzia de opiniões dissidentes sobre a Incubadora do Graça Dias e de repente caem o Carmo e a Trindade porque pura e simplesmente não se podem esticar os verbos e os adjectivos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/puppet.gif"><img class="size-full wp-image-717 aligncenter" title="puppet" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/puppet.gif" alt="" width="288" height="356" /></a></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">E a falta de espaço para o gosto pessoal.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Preocupa-me (e de que maneira) o associativismo com que se encara o gosto pessoal.</p>
<p class="MsoNormal">Vejo meia dúzia de opiniões dissidentes sobre a <a href="http://abarrigadeumarquitecto.blogspot.com/2008/07/manuel-graa-dias-egas-jos-vieira.html" target="_blank">Incubadora do Graça Dias </a>e de repente caem o Carmo e a Trindade porque pura e simplesmente não se podem esticar os verbos e os adjectivos quando se comentam artigos de índole pessoal. Não gosto e recuso a ideia, pelo facto de acreditar que a recusa na aceitação da opinião contrária se deve a uma falta gritante de distanciamento crítico entre aquilo que é material disponível para publicação e a defesa daquilo que se publica. O projecto, bom ou mau, não está imune a qualquer opinião, e ainda bem, pois assim nos deu o mundo o fenómeno do modernismo (abençoado Loos pela língua afiada).</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O projecto (o da Incubadora) deve hoje notas de autor à sessão fotográfica do Fernando, e ao seu dom de conseguir transformar um objecto jeitoso em coisa fotogénica. Fico por aqui, que de Graça Dias não gosto de esticar o vocabulário (acresce que para editor web de uma coisa qualquer não tenho tempo nem jeito nenhum, o que me garantiria margem de manobra mais do que suficiente para me alargar – e esticar – na adjectivação que me parecesse mais apropriada).</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Tenho escrito sobre uma série de coisas que me parecem ser material digno para publicação, não por serem new-age-kitsch ou categoricamente contemporâneas. Dedico o meu tempo, que é escasso, ao que me parece ser digno, de uma linguagem arquitectónica digna e de uma abordagem séria ao que se faz. Não dou espaço ao que me parece ser absolutamente infeliz, mas admito que o gosto, o dos outros, entre por aí, e que por aí se perca, e que sobre isso se escreva, porque a subjectividade na apreciação é tão grande que nos permite conviver, em pleno século vinte e um, com Ghery na Serpentine e Corbusier no CCB. E por aí nada me espanta, saúdo a diversidade e agradeço a diferença de opiniões, assim me ajudem a continuar a alimentar o bicho da exploração blog.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">No entanto, nem eu me encontro livre de crítica, e sei viver bem com isso.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Do elogio recente de <a href="http://prdantenaum.blogs.sapo.pt/" target="_blank">Pedro Rolo Duarte</a>, aos despropósitos constantes do <a href="http://odesproposito.blogspot.com/" target="_blank">António</a> (aos quais já respondi, inclusivamente, com bom humor), acredito que é no espaço que media a distância entre o agrado e o asco que encontramos o nosso próprio espaço de melhoramento. Onde se conquista a maturidade suficiente para que novas abordagens aconteçam cada vez com menos reparos.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">E quanto a isto, disse.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Gritante, o facto que me leva a intervir directamente na conversa de surdos.</p>
<p class="MsoNormal">O facto de no meio da falta de gosto ter surgido referência a um projecto pessoal, do qual me orgulho, e no qual acredito, dentro das limitações que a coisa tem, especialmente quando está entregue a meia dúzia de indivíduos com tamanha diversidade de acção, apenas com a paixão pela pesquisa e desenvolvimento de conceitos em comum.</p>
<p class="MsoNormal">O facto de o <a href="http://newarchitecturalexpression.eu/" target="_blank">New Architectural Expression</a> ter surgido na discussão revela apenas dois aspectos de uma blogosfera que está muito longe da decência, e a anos-luz dos princípios de solidariedade que permitiram um Postopolis.</p>
<p class="MsoNormal">Primeiro, a corrida desenfreada para o topo, jeito tão costumeiro do tuga mediano que, estando em destaque numa coisa qualquer, vê com grande dificuldade a entrada de algo que, não sendo propriamente um concorrente directo, pode fazer perigar linguagens cansadas e repetidas, mas cuja fórmula continua a imperar como o melhor meio para atingir uma série de fins.</p>
<p class="MsoNormal">Segundo, e aqui com a classe que nos caracteriza, a facilidade de apanhar a pedra que está mais à mão, não procurando avaliar a falta de decência naquilo que se critica, sobretudo quando o que se critica é, no limite, algo novo, fresco, falho como o que quer que esteja ainda num inicio pouco definido, e assim naturalmente vulnerável à critica fácil, ainda que esta seja, também ela, falha em si mesma, pela natural falta de cuidado com que se pretende fazer sentir.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">É típico, <a href="http://aspirinalight.com/2008/05/05/todo-um-manancial-de-pequenos-nadas.php" target="_blank">e já tinha falado aqui sobre isso</a>.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O tempo, quando se optam por caminhos que fogem ao convencional, e se corta com uma série de hábitos que temos cravados ao nosso carácter, é-nos cortado a cada segundo, onde os dias começam e já foram, e onde o gosto por trabalhar num ambiente diferente nos consome, dia após dia, todos os bocadinhos que noutros tempos se tinham como garantidos para se fazer aquilo que nos dá prazer. Com isso sofre o Aspirina e sofre o NAE, e sofrem outros projectos paralelos com prejuízo no saldo ao final do mês.</p>
<p class="MsoNormal">A barriga não engorda, faz-se regime de corte e pouca costura. Não sobra nada.</p>
<p class="MsoNormal">Obesidade crónica.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Blogging 101: Subtopia, Shipping Justice</title>
		<link>http://aspirinalight.com/2008/07/16/blogging-101-subtopia-shipping-justice.php</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 22:32:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivo Sales Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[
Após divulgação internacional do primeiro vídeo de interrogatório a um prisioneiro de Guantanamo (Omar Khadr de apenas 16 anos), descobri no Subtopia de Bryan Finoki um post magnifico sobre uma instalação urbana que pretende alertar consciências para o incontornável drama que estes prisioneiros (sejam culpados ou não) passam enquanto se encontram em guarda americana.




Por entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/st2.jpg"><img class="size-full wp-image-706 aligncenter" title="st2" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/st2.jpg" alt="" width="445" height="334" /></a></p>
<p>Após <a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/7507216.stm" target="_blank">divulgação internacional</a> do primeiro vídeo de interrogatório a um prisioneiro de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Guantanamo_Bay_detention_camp" target="_blank">Guantanamo</a> (Omar Khadr de apenas 16 anos), descobri no <a href="http://subtopia.blogspot.com/" target="_blank">Subtopia de Bryan Finoki </a>um post magnifico sobre uma instalação urbana que pretende alertar consciências para o incontornável drama que estes prisioneiros (sejam culpados ou não) passam enquanto se encontram em guarda americana.</p>
<div class="wpv_videoc">
<div class="wpv_self"></div>
<div class="wpv_video"><object data="http://www.youtube.com/v/aXYrYTNo5n4" type="application/x-shockwave-flash" width="100%" height="100%"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aXYrYTNo5n4"></param></object></div>
</div>
<p>Por entre a informação e contra-informação que os americanos fazem passar sobre si mesmos (e ainda recentemente revi <a href="http://www.imdb.com/title/tt0386032/" target="_blank">Sicko</a> de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Michael_Moore" target="_blank">Michael Moore</a> - que no seu jeito obcessivo de berrar desalmadamente contra tudo o que tenha assinatura Busho-Global, acaba por cair no autêntico disparate - utilizar Guantanamo como um exemplo de excelência em cuidados médicos) felizmente algumas vozes ainda sabem como se fazer ouvir, neste caso com um brutal sentido estético e através de uma fantástica simplicidade, que resultam em eficácia pura. Valoroso pedaço de leitura e informação complementar.</p>
<p>O post encontra-se por <strong><a href="http://subtopia.blogspot.com/2008/06/shipping-justice.html" target="_blank">aqui</a></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Clone This! #001 - A propósito de olimpiadas</title>
		<link>http://aspirinalight.com/2008/07/14/clone-this-001-a-proposito-de-olimpiadas.php</link>
		<comments>http://aspirinalight.com/2008/07/14/clone-this-001-a-proposito-de-olimpiadas.php#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 21:35:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivo Sales Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Clone This!]]></category>

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		<description><![CDATA[E ainda sobre o post anterior, o Inhabitat publicou recentemente um artigo sobre o projecto para a vila olimpica dos jogos de inverno de 2010.

[pt] &#8220;Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 serão, pela terceira vez, organizados pelo Canadá, tendo lugar em Vancouver, cidade que acolherá não só as Olimpíadas, como também os Paraolímpicos (organizados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E ainda sobre o post anterior, o Inhabitat publicou recentemente um artigo sobre o projecto para a vila olimpica dos jogos de inverno de 2010.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/vancouver2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-702" title="vancouver2" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/vancouver2.jpg" alt="" width="500" height="328" /></a></p>
<p><strong>[pt]</strong> &#8220;Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 serão, pela terceira vez, organizados pelo Canadá, tendo lugar em Vancouver, cidade que acolherá não só as Olimpíadas, como também os Paraolímpicos (organizados pelo Vancouver Organizing Committee - VANOC). O projecto prevê <a href="http://www.vancouver2010.com/en/WinterGames/2010GamesVenues/NonCompetition/Villages" target="_blank">duas Aldeias Olímpicas</a>: uma na zona Sudeste da cidade, em False Creek, e a outra na belissima paisagem de Chekamus Valley [...]</p>
<p>[...] A vila Olímpica de Vancouver, situada na zona sudeste, será concluída durante a primeira fase. A vila terá 16 edificios construídos numa área total de 1.4 milhões de metros quadrados assim como um centro comunitário [...]</p>
<p>[...] Após conclusão do evento, as vilas serão utilizadas como modelos de sustentabilidade comunitária e habitação sustentável, sendo o seu uso destinado à continuação do legado iniciado pelo evento que as originou [...]&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/vancouver3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-703" title="vancouver3" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/vancouver3.jpg" alt="" width="500" height="279" /></a></p>
<p><strong>[eng] </strong>&#8220;The 2010 Winter Olympics will be the third Olympics hosted by Canada, taking place in Vancouver where both the Olympic and Paralympic Games will be organized by the Vancouver Organizing Committee (VANOC). There will be <a href="http://www.vancouver2010.com/en/WinterGames/2010GamesVenues/NonCompetition/Villages" target="new">two Olympic Villages</a>: one in Vancouver’s Southeast False Creek area (Vancouver Olympic and Paralympic Village), and the other one within the scenic Cheakamus Valley (Whistler Olympic and Paralympic Village) [...]</p>
<p>[...] The Vancouver Olympic Village in the Southeast False Creek area will be completed during the first phase. The village will have 16 buildings constructed on an area of 1.4 million square feet, and a community center [...]</p>
<p>[...] After the games the villages will serve as valuable legacies, and will be developed as models of sustainable community and sustainable living [...]&#8221;</p>
<p>Artigo completo em <strong><a href="http://www.inhabitat.com/2008/07/10/2010-winter-olympics-going-green/#more-12010" target="_blank">Inhabitat.com</a></strong></p>
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		</item>
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		<title>Wanted: Dead</title>
		<link>http://aspirinalight.com/2008/07/13/wanted-dead.php</link>
		<comments>http://aspirinalight.com/2008/07/13/wanted-dead.php#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 20:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivo Sales Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arquitectura]]></category>

		<category><![CDATA[Nexus]]></category>

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		<description><![CDATA[
 Arquivo Fotográfico CML - Pavilhão de Portugal e Pavilhão Atlântico, 1999 

Passeio de domingo por Londres, com o thames ao fundo, e é impossível conter a opinião critica e demolidora sobre aquilo que os ingleses fizeram na frente ribeirinha da cidade. Percebe-se o medo que têm da inovação e o cuidado com que abordaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/b089829.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-700" title="b089829" src="http://aspirinalight.com/wp-content/uploads/b089829.jpg" alt="" width="470" height="369" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><!--[if gte mso 9]><xml> <w :WordDocument> </w><w :View>Normal</w> <w :Zoom>0</w> <w :HyphenationZone>21</w> <w :Compatibility> <w :BreakWrappedTables /> <w :SnapToGridInCell /> <w :ApplyBreakingRules /> <w :WrapTextWithPunct /> <w :UseAsianBreakRules /> <w :UseFELayout /> </w> <w :BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w> </xml>< ![endif]--> <span class="styletextotitulo"><span style="font-size: 8pt; font-family: ">Arquivo Fotográfico CML - Pavilhão de Portugal e Pavilhão Atlântico</span>, 1999 </span><span class="styletextocodref"></span></p>
<p style="text-align: center;"><!--[if gte mso 9]><xml> <w :WordDocument> </w><w :View>Normal</w> <w :Zoom>0</w> <w :HyphenationZone>21</w> <w :Compatibility> <w :BreakWrappedTables /> <w :SnapToGridInCell /> <w :ApplyBreakingRules /> <w :WrapTextWithPunct /> <w :UseAsianBreakRules /> <w :UseFELayout /> </w> <w :BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w> </xml>< ![endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Passeio de domingo por Londres, com o thames ao fundo, e é impossível conter a opinião critica e demolidora sobre aquilo que os ingleses fizeram na frente ribeirinha da cidade. Percebe-se o medo que têm da inovação e o cuidado com que abordaram o nascimento da futura aldeia olímpica que estará pronta em 2012, e a forma como resolveram desenvolver o empreendimento bem fora do centro convencional. É que para além de lhes faltar espaço para o evento, agora também lhes sobra vergonha sobre o que permitiram crescer, sobretudo na área oeste de Londres, onde, pasme-se, não se nota a ofensa formal (fálica, concerteza) de St Mary Axe, a simpática Gherkin da Foster + Partners, que consegue ser sublime e elegante na forma como surge por entre uma série de edifícios desgarrados da carga vitoriana que marcam a imagem da restante cidade. Ali, em plena City, com a Tate ao fundo, o que era suposto ser visto como um momento insólito, é aceite como excelência na excepção, pois todos sabem que três quarteirões mais abaixo, para quem se espante com a pila do Foster, surge cenário muito mais grave, verdadeiramente caótico.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">É aqui que se entende a verdadeira dimensão da cultura iconoclasta na arquitectura, onde por um lado surge a excepção, com espaço suficiente para ser entendida como tal, num determinado contexto, conquistando aceitação, e, por outro, a soma avulsa de objectos new-age que não só se excluem completamente do contexto urbano de que deveriam participar (como os primeiros), como, através da repetição exaustiva do brilharete, esmagam por completo os respectivos contextos, passando estes, os elementos geradores de tecido e paisagem, a serem lidos como a parte desconexa da cidade, uma vez que por mais íntegros e clássicos que sejam se acabam por tornar, gradualmente, em minoria.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O exemplo de Londres é sintomático da falta de cuidado com que se aprovam os projectos que suplantaram o modernismo. Os Modernaços.</p>
<p class="MsoNormal">No entanto, no meio do caos, surgem bons exemplos daquilo que é o período de transição entre a arquitectura clássica e a radical mudança estética que a evolução implantou na sociedade moderna. Onde um edifício, sem se afirmar <em>avantguard,</em> se nota como diferente mas integro, evolutivo mas não degenerativo, como o ponto intermédio da gradual alteração à <em>body-language</em> urbana do novo milénio que dificilmente conseguiria dizimar a carga tectónica do tijolo para dar lugar à elegância e potencialidade formal da mistura Ferro + Betão + Vidro, e lugares como Chelsea e Marylebone atestam essa capacidade brilhante em articular dois tempos distintos dentro da mesma cidade.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Recordo Lisboa.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Recordo as dezenas de imagens que nos foram vendidas no inicio dos anos 90 sobre aquilo que seria o evento marcante de uma nova frente de cidade, a recuperação da zona sul dos Olivais, desde aí até ao poço do bispo, em evento de milhões arrancados ao contribuinte, apadrinhado primeiro pela governação laranja de Cavaco e inaugurada em excelência e emoção pela tropa rosa de Guterres. E depois disto, a miséria.</p>
<p class="MsoNormal">Recordo a entrada no recinto da exposição, a 7 de Julho de 98, sobre aquilo que viria a ser o futuro centro Vasco da Gama, e o deslumbre com que tudo se anunciava. Das magistrais obras de Siza e Carrilho, às áreas de exposição, o pavilhão Multiusos, o do Futuro e o da Realidade Virtual, e até o insólito Oceanário ou o Kitsch teatro Camões. Perante os excessos e a dignidade da coisa, ninguém lhe ficava indiferente, e a noção de orgulho e amor-próprio pela capacidade em colocar de pé uma coisa do género era rematada pela assustadora envergadura da ponte Vasco da Gama.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Touché, éramos enormes.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Ao longo de um verão, Portugal acreditou naquilo que poderia fazer, e na excelência com que o conseguia executar. E depois acabou. Portão fechado e tempo de balanço.</p>
<p class="MsoNormal">E aqui, de novo, mais do mesmo.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Dez anos depois, o agora parque das nações é uma sombra (literalmente) daquilo que foi um dos expoentes modernos do nosso orgulho enquanto nação. A construção disparou em flecha, sem controlo, com edifícios pindéricos e sem carácter, sem um pingo de coerência e, pior, sem o mínimo de respeito, pelo elemento gerador, aquele que possibilitou o verdadeiro espectáculo de estupidez que é hoje ‘aquilo’ em nada diferente do que era há vinte anos, antes da expo. O lixo continua por lá, apenas não é o mesmo.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Naturalmente que existem aspectos positivos na expo dos nossos dias. Meia dúzia de bares porreiros para a malta que prefere o ‘parque’ ao ‘bairro’, o pavilhão Atlântico e os espectáculos que enriquecem o nosso quase inexistente cartaz de cultura na capital, o Pavilhão do Conhecimento e o recente Casino, que mal ou bem lá serviu para ocupar um edifício que em muito contribuía para a desagradável memória da expo. Ou o que ainda restava dela.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">E o paralelismo entre Lisboa e Londres aqui se quebra por completo. O que permite entender a diferença entre ambas as cidades, e consequentemente, as gritantes diferenças entre ambos os países.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">É que se em Londres se permite o caos e desorganização urbana, pela mera falta de cuidado com que se tratam os momentos de excepção, a verdade é que as pessoas participam desta desgraça. Do Shakespeare Theatre ao edifício da Câmara municipal, por mais autista que seja a arquitectura, ela é participativa da vida social, daquilo que é o seu propósito e da forma como, indiscutivelmente, se faz para o povo. Para uso geral, absoluto e ecléctico.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Em Lisboa, a antítese. A expo foi coisa brilhante? Sem duvida que sim, e é aí que se torna perigosa. É aí, no aftermath, que se tem de, rapidamente, definir espaços e limites, para que aquele saudoso verão de 98 seja lembrado com a saudade de quem ali sentia ter um bocadinho seu. Depois disso absolutamente mais nada, pois o seu virá a seu dono.</p>
<p class="MsoNormal">Assim foi, e melhor executado não poderia ter sido.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O parque das nações é sintomático daquela que é a nossa forma de lidar com a obra publica, e daquela que é a forma como tratamos os ícones que criamos, e a história diz-nos que funciona quase sempre assim.</p>
<p class="MsoNormal">Da entrega do CCB à colecção Berardo ao esvaziamento do Chiado para habitação. Daquilo que nos dirá o barril de pólvora que se prepara na Alta de Lisboa às discussões eternas em torno de aeroportos e traçados de alta velocidade que há muito deveriam estar concluídos. Por ultimo, da inconsequência do concurso dos vazios urbanos da trienal de arquitectura ao disparate em torno do parque Mayer.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Passeio pela frente sul do river thames e, por entre formas côncavas e convexas, objectos que rasgam o céu e edifícios tímidos que não sobem mais alto que dois andares, convivem em esquisita harmonia. Por ali vejo todo o tipo de pessoas a fazerem uso de tamanhos disparates. Novos, velhos, ricos e pobres, todos eles participam daquele grotesco resultado.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Passo de carro à velocidade que a centena de semáforos me permite alcançar, em pleno Parque das Nações. De gente, zero. Quem trabalha por ali entra e sai pelo estacionamento, e os que dão um ar de si à rua não cabem no seu próprio contentamento, com o telemóvel de ultima geração na mão e o impecável fato Armani que lhes assenta que nem uma luva nos seus tiques de classe alta.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">O povo? Anda a cinquenta euros à semana a caminhar para o Continente do Vasco, e a correr para o transporte à hora de ponta.</p>
<p class="MsoNormal">Sabem todos, que o lugar que ajudaram a construir, há muito lhes foi roubado.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>The Trouble with icons</title>
		<link>http://aspirinalight.com/2008/07/08/the-trouble-with-icons.php</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 23:20:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivo Sales Costa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arquitectura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Texto de Graham Morrison no jantar de entrega dos &#8220;Awards for Architecture&#8221; promovido pela AJ/Bovis, uma reflexão deliciosa sobre a iconografia e os perigos do culto exaustivo da chamada &#8216;body language&#8217; arquitectónica.
Existem mais alguns essays de leitura obrigatória no sitio oficial da Allies and Morrison
Entretanto os dias são demasiado atarefados para manter uma agenda digna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img src="http://www.g-network.nl/blog/wp-content/uploads/2006/10/guggenheim_foto.jpg" alt="ny" width="451" height="349" /></p>
<p>Texto de Graham Morrison no jantar de entrega dos &#8220;Awards for Architecture&#8221; promovido pela AJ/Bovis, uma reflexão deliciosa sobre a iconografia e os perigos do culto exaustivo da chamada &#8216;body language&#8217; arquitectónica.</p>
<p>Existem mais alguns essays de leitura obrigatória no sitio oficial da <a href="http://www.alliesandmorrison.co.uk/" target="_blank">Allies and Morrison</a></p>
<p>Entretanto os dias são demasiado atarefados para manter uma agenda digna para publicação aqui no Aspirina, prometo manter a coisa activa dentro de alguns dias.</p>
<p style="text-align: center;">The Trouble With Icons</p>
<p>I want to start by taking a position.</p>
<p>I am suspicious of architecture which makes pompous claims for itself. I think a design that sets out with the conscious intention of being Iconic is unworthy. And, I think a pre-requisite of a good design is one which contributes to its context.<br />
There is a pattern for designs that think well of themselves to be called names like boats or dogs. The parallel to &#8216;Sea Princess&#8217; and &#8216;Rex&#8217; are names like  Spiral, Cocoon, Cloud, and Vortex. These names suggest volumes of poetic wonder. What they have in common is, they are all ordinary buildings distorted into unnecessarily complicated shapes, enclosing repeating floors of prosaic space, but whose main purpose is to attract our attention. They all want to be Icons.<br />
I think this fashion for Iconic design is like the sport of High Diving. For the diver, marks are awarded principally for the degree of difficulty. Each element of the dive must be clear for all to see, and the dive must complete with an entry into the water with a graceful minimum of splash. For the designers of our fashionable Icons, the task is very much the same. Making an easy task look sensationally difficult is often their speciality, although entering the pool or the architectural arena without a splash is, I suspect, rather unappealing to them.<br />
Descriptions of the dives like &#8216;A flying forward double somersault with twist&#8217; bring the images of several recent buildings to mind. Add a &#8216;reverse take off with jack-knife&#8217; and you will have a spectacle that will simultaneously confuse the critics, impress the students, and momentarily delights the public. The further addition of a &#8216;half twist before entering the water&#8217; will ensure that a wink and a smile will be caught by the correct camera angle for world wide publication.<br />
Apparently, in future competitions, extra points will be added for style in ladder climbing [no problem here], and also for swimsuit presentation but, I think, this is where the analogy begins to get out of hand.<br />
I am not actually against Icons. I think we need them.<br />
Although we live in a secular age, we still need familiar and reassuring reference points.<br />
With traditional Icons, such as temples or churches, no longer holding the same significance, we need to replace them with new forms which confirm the change in our values, continue to make our evolving cities more legible, and to give us pleasure. In the rush to fill this void, designers have been falling over themselves to apply the Iconic treatment to every imaginable building type. The trouble with these new Icons is discriminating between those which are worthy from those which are not. We must be clear that their impact will be both lasting and beneficial. If they are going to be visible, they have to be good.<br />
So, what exactly is an Icon? Clearly, the modern architectural Icon has come a long way from the devotional paintings venerated in Byzantine churches. These were always anonymous, imbued with humility, and were regarded as windows to something greater; a meaning appropriated by the IT wizards for the symbol on our computer screens giving access to the infinite world beyond.<br />
The alternative meaning, &#8216;a person or thing, regarded as a representative symbol that is important and enduring&#8217;; is a meaning appropriated by our media attentive culture, for the phenomenon of the celebrity. This is the architectural Icon.<br />
It is therefore a building that is highly visible, often provocative, and in its physical form, emphatically carries cultural signals far beyond its need to accommodate space. It is intended to attract attention and, as a design, it is easily reduced to a logo.<br />
These icons are becoming our new landmarks.<br />
Obvious examples are The Sydney Opera House, the Pompidou Centre, and even the new Scottish Parliament Building. This group of modern Icons, all mauled before they could be loved, have a real value in their ability to simultaneously signal both their function and their public importance. They convey the true spirit of their age. They are both useful and memorable. I have no trouble at all with this type of Icon.<br />
There is, however, a second group, which try very hard to be like the first, but suffer from the fact their public importance is less obvious. They are the less significant building types and may not always deserve the profile their sponsors demand.<br />
This is the group I wish to focus on. This is where, in my view, the trouble with Icons lies.<br />
Now here, I have to mention the very significant effect of the Guggenheim in Bilbao. Though I am not convinced it is a great work of architecture, it is firmly in the first category as its public credentials are clear. Its significance, to me, as a building however, is less in its extraordinary shape and surface, which many now think to be formulaic, than in the general acceptability of its formal abstraction.<br />
Here, we have an important building whose representation to the outside worlds bears little obvious indication of its content, and while we are all now attuned to recognising such structures as cultural buildings, could it be that this abstract formula, which disguises a building&#8217;s content, be further applied to more prosaic accommodation?.  If so, any building at all could be an Icon.<br />
With Bilbao, &#8216;celebrity architecture&#8217; in all its low-cut and high-rise disguises had come of age. It was certain to be followed by a torrent of imitators.<br />
As it happened, the launching of the Guggenheim coincided with a new public appetite for the Bling-Bling architectural image. The investment in buildings by the Lottery and the consequential interest from the press provoked a demand for &#8216;finished&#8217; images, often prepared rather too early in their design process. They encouraged the representation of a single uncomplicated idea, a &#8216;one-liner&#8217;, an architectural word-bite,  that once in the public realm was considered sold and would be difficult to change.<br />
A competition developed for attention, and as this increased, each image had to be more extraordinary and shocking, in order to eclipse the last. Each new design had to be instantly memorable; more Iconic. It was, and is, a fatuous and self indulgent game.<br />
We only need to take a trip down the Thames and look at the buildings on the river bank from Southwark to Wandsworth to see its effect. On what I now call the &#8216;Costa del Icon&#8217;, we see an endless array of second-rate architecture all shrilly demanding individual attention and without any relationship to each other; celebrity misfits in a policy vacuum, their impact further diminished by ubiquity. How many landmarks does one city need?<br />
We remember the original presentations for many of these buildings. With sophisticated computer imagery and carefully lit models, they were all very seductive, but seeing their over-egged claims realised, we are left disappointed and suspicious.<br />
Learning from this, I wonder if we shouldn&#8217;t ask ourselves some simple questions before handing out more approvals and plaudits to these &#8216;visionary&#8217; auteurs.<br />
The first might be,<br />
Within the order and balance of the city, is there a value in the representation of essentially prosaic accommodation as Icons?<br />
The answer to this may well be &#8216;Yes&#8217;, but we must be clear there is a difference between something that surprises and delights and the equivalent of the school show-off who, tediously, makes a lot of noise.<br />
Second and more obvious,<br />
&#8216;Why does it look the way it does?&#8217; Why does this proposal seem to have all the modesty of a party outfit belonging to Elton John?<br />
I think an Icon can often be a disguise for an alternative agenda. Sometimes a design is little more than a marketing strategy presented as a cultural flourish, and sometimes an Icon is used to elevate the design debate to an unimpeachable artistic level simply to deflect criticism from its content.<br />
Third,<br />
Is it simply trying too hard? Is its accommodation compromised by the need to project its Iconic image?<br />
If the ordinary is forced to look extraordinary, it may increasingly be at the expense of doing its ordinary task well.<br />
And fourth, concerning the public realm,<br />
&#8216;What contribution, other than the sense of itself does the Icon make to its context?&#8217;<br />
The seductive images almost always focus on the building as an isolated object. An object that is often hermetic and usually self-referring. These images rarely look at the consequential space that is formed.<br />
Our cities are made of a tradition of normative buildings which form our streets and lanes, our squares and avenues.  These familiar spaces, the public realm, are more valuable to us than any individual building.  It is the quiet strength of their normality which allows the Icon to be special. We need to look at the city as a whole and no Icon should leave it worse off.<br />
Too many Icons and the fabric of the city is distorted, but too few Icons and the city is dull. For Icons to have validity, they must positively contribute to their context.<br />
Before I finish, I would like to touch on two examples of ways in which, I think, Icons fail to do this and may end up working against us.<br />
The first deals with what I feel is the Icon&#8217;s illusory regenerative qualities, and the second deals with the Iconic form being used in an attempt to secure a lucrative planning approval.<br />
Everyone talks about the Bilbao effect. About how one remarkable building can change the perception and boost the economy of a city. But, we are short of evidence for the claim that architecture in the form of a single gesture, however theatrical, can have such restorative powers. Without Easy-Jet, it is far from certain the small economic gains in Bilbao would be measurable at all. But now every failing town or institution has thoughts about some kind of architectural Icon which they hope will be their salvation.<br />
They are seeking an elixir.<br />
It is as if they were the gullible recipients of those &#8216;medicines&#8217; dispensed by the Victorian quack doctors whose drugs were spiked with alcohol and gave only temporary and illusory comfort to the afflicted.<br />
As the elixir of the Icon is dispensed and its curative effect is seen to be less than was hoped for, it is almost as if the very presence of an Icon is to shine a grim spotlight indicating exactly the areas that are struggling. After all, the jolliest murals were always painted on the gable walls of the most disadvantaged housing estates.<br />
At the London Metropolitan University on the Holloway Road, the elixir has been dispensed by Daniel Libeskind. The new graduate centre, entitled &#8216;Orion&#8217; [yet another name] and formed from three intersecting shards of grey metal,  is a further development of the crumpled thinking seen earlier at the V&amp;A. Despite the far-fetched claims of his web-site for the origin of his concept, the design is little more than a cultural placebo, a distraction, that  quite possibly, in failing to deal with the real organisational issues of the university, inherited from decades of poor estate management, may do more long term damage than good.<br />
The second example is of a proposal for a new office building. The question here is; Is being Iconic enough of a justification, for what some see as a vast and unwelcome structure?<br />
The office building is the true chameleon of our time. We have seen it mutate from a Miesian &#8216;ideal,&#8217; into a post modern palace, into a hi-tech machine, into organic forms, and now blobs dressed up as art. Strangely, for a building type so concerned with efficiency, these changes in its skin are rarely market or customer led. They are more often than not, driven simply by the need to get a planning approval.<br />
The latest example of this mutation is the chiselled object of angular art. We saw this at London Bridge, where the planning inspector applauded Renzo Piano&#8217;s assembly of glass shards, and hailed it as an artistic success. It has now been followed, with almost Darwinian predictability, by the proposal for Elizabeth House at Waterloo.<br />
If  the confused assembly of &#8216;Donuts on sticks&#8217; in Liverpool, known inexplicably as &#8216;The Cloud&#8217;, is regarded as its &#8216;Fourth Grace&#8217;, then the proposal at Waterloo must be Cinderella&#8217;s ugly sister.<br />
This domineering, elephantine project of 1m sq.ft, is made entirely of glass and is claimed to reflect light in a way that is varied and beautiful.<br />
Enormous it is, beautiful it is not.<br />
Its formidable design team, which includes an artist, is at pains to persuade us that this sister of Cinderella is an object of merit and that it has all the delicate cultural credentials for her gargantuan foot to fit the magic glass slipper of public approval. I think they are in difficulty as, try as they might, it isn&#8217;t going to fit.<br />
I find it hard to blame the development team for their attempt, as the design, after all follows the lead of some other, perhaps better regarded, Icons where the surface of the building is similarly [and abstractly] packaged as art.<br />
In summary, the trouble with Icons comes when there is either pretence or lack of authenticity. Add to this the competition for each new Icon to eclipse the last, and the trail of designers blindly following a fashion and you have a recipe for the betrayal of sound architectural values.<br />
So, in my view, there are good icons and bad icons and for the latter, I offer a new definition for our architectural lexicon.<br />
A  Bad Icon is  &#8216;the built representation of an unsupportable claim, a meaningless or pompous gesture, which exceeds the reasonable representation of its content, initiated either by vanity or expedience, in which the efficient working of its accommodation is compromised and the context in which it is built is left worse off&#8217;.</p>
<p>I can think of four designs for Icons which work well.<br />
First, Will Alsop is producing another very unusual form but which resolves the difficulties of layers poor estate management Goldsmiths College and successfully integrates it with and the urban fabric of New Cross.<br />
Second, is Richard Rogers&#8217; proposed tower in Leadenhall Street. Although taller than Swiss Re, it manages, without any loss of design integrity, to cleverly extend the public realm as it meets the ground, and with each succeeding floor receding from the last,g in size, develops the form of a thin vertical wedge which brilliantly defers to St Paul&#8217;s.<br />
Third, and to my surprise as I was an initial sceptic, is the London Eye. Its sheer scale, directional quality and design integrity and its contribution to public delight in London, makes it a welcome addition to the city.<br />
And fourth, I do admire the work of Herzog and De Meuron. Their recent competition winning scheme for the new cultural centre at the city of Flamenco, Jerez, is a thoughtful response to a significant site and avoids the complicated and contorted geometries of their rivals. Theirs is an architecture which rarely repeats itself, avoids the formulaic, and always derives real significance from its context. Their metaphors are carried through to an integrated conclusion.<br />
These projects demonstrate that it is possible to produce buildings that combine the accommodation of something essentially prosaic with a powerful response to context and without compromising integrity. They are in my view all worthy Icons.</p>
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